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Delator confirma propina a “núcleo político”

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Redação

Ednilson Aguiar/O Livre

 Empresário Giovani Guizardi,Operação Rêmora

Giovani Guizardi deixa a 7ª vara criminal após prestar depoimento

Em depoimento à Justiça na tarde desta terça-feira, o empresário Giovani Guizardi, delator do suposto esquema de fraudes investigado pela Operação Rêmora, disse que arrecadou R$ 1,2 milhão em propina em benefício de um “núcleo político” formado pelo deputado federal Nilson Leitão (PSDB), o deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB), o ex-secretário de Educação, Permínio Pinto, e o empresário Alan Malouf.

Segundo Guizardi, que firmou uma delação premiada com o Ministério Público, o grupo mantinha uma sala no Edifício Alpha Garden, em Cuiabá, onde eram realizadas reuniões entre os empresários que pagavam propina ao esquema para conseguir receber valores devidos pela Seduc. De acordo com esta versão, Guilherme, Alan e Permínio, que seria o “representante” de Leitão, ficavam cada um com 25% do total arrecadado.

“Toda vez, o dinheiro tinha que ser enviado para Sinop”, disse Guizardi, em referência à cidade onde o deputado federal tucano mora e tem sua base eleitoral. Os 25% restantes, disse o delator, eram repartidos pelo “núcleo operacional”.

Cobrança
Também foi ouvido o empresário Luiz Fernando Costa, dono da Luma Construtora. Ele tinha créditos a receber da Seduc e foi abordado a participar do esquema: fazia o contrato, dava desconto e, na hora de receber, era obrigado a pagar propina. 

Costa disse que, em princípio, o esquema cobrava 5%, mas relatou que depois conseguiu negociar uma redução para 3,5%. “O pagamento da propina era uma exigência do Giovani [Guizardi]. Se o empresário não pagava propina, na próxima, ele não recebia mais”, contou.

Outro lado

O LIVRE tentou contato com o deputado federal Nilson Leitão, mas ele não atendeu às ligações.

Em relação às declarações de Giovani Belatto Guizardi, o deputado  Guilherme Maluf (PSDB), reafirma que “não participou de nenhuma suposta irregularidade cometida na Secretaria de Educação e confia na Justiça, onde comprovará  sua inocência”. Maluf disse que Guizardi apenas repetiu primeiro depoimento ao Gaeco e não apresentou provas. O deputado se disse muito tranquilo com relação às acusações e afirma que o delator estaria usando a prerrogativa de acusá-lo para obter benefícios judiciais.

A defesa de Permínio Pinto nega que ele tenha recebido propina em nome de Nilson Leitão, e afirma que o depoimento de Giovani Guizardi está em desacordo com as provas materiais do caso.

A defesa de Alan Malouf afirmou que não irá se pronunciar neste momento.

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