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Plano Safra terá redução da taxa de juros, mas prazos menores

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Redação

Ednilson Aguiar/O Livre

Ministro Blairo Maggi, durante Seminário Agronegócios a força do campo em Cuiabá

Ministro Blairo Maggi durante seminário em Cuiabá: protestos atrapalharam definição do Plano Safra

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi, disse em entrevista nesta quinta-feira (25) que o Plano Safra 2017/18 será anunciado na próxima semana. A novidade será a redução da taxa de juros para os agricultores em até um ponto percentual em relação ao que foi praticado no ano anterior. Por outro lado, o governo precisou apertar os prazos para pagamento dos empréstimos que serão oferecidos, relatou Blairo. Na linha de custeio, o período máximo passou de 24 meses para 14. No caso dos financiamentos, a redução foi de 15 anos para 12.

No caso dos juros, a expectativa, segundo o ministro, é que a taxa fique entre 7,5% e 11,5% ao ano, dependendo da operação. “Só não batemos o martelo ainda em relação ao valor e juros devido à confusão de ontem em Brasília. Não conseguimos atravessar de um ministério para outro”, justificou, mencionando os protestos violentos na capital.

A declaração foi feita durante o seminário voltado para o agronegócio “A força do campo”, promovido pelo Banco Santander e Governo do Estado em Cuiabá (MT). Mesmo com a redução dos juros, Maggi disse que ainda considera a taxa alta para o produtor. “Mas foi o melhor que conseguimos fazer”, disse.

Durante a cerimônia de abertura, ele falou sobre as dificuldades em ampliar o valor disponível para os produtores, que deverá se assemelhar com o que foi destinado no ciclo anterior – pouco mais de R$ 185 bilhões. “O presidente nos pediu para que fizéssemos um plano dentro daquilo que o país suporta”, alegou. 

Por fim, Blairo disse que precisaria correr contra o tempo e que, se possível, ainda nesta quinta-feira iria ser reunir com o Ministério da Fazenda para concluir o Plano Safra. O prazo para publicação no Diário Oficial se encerra em 1º de junho.

PAP
Mais conhecido como “Plano Safra” o Plano Agricultura e Pecuário 2017/2018 financia a atividade agrícola no país em três frentes: custeio, investimento e comercialização. No caso do custeio, o produtor pode destinar o valor contratado para a compra de sementes e defensivos, por exemplo.  Já os investimentos podem ser destinados para a compra de maquinários ou reforma de armazéns enquanto a parte para a comercialização é utilizada para atender às operações de garantia de preços mínimos.

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