Cidades

Na véspera da Lei completar 12 anos, cinco mulheres denunciam violência doméstica em Sinop

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Mayla Miranda

Na véspera da Lei Maria da Penha completar 12 anos, nessa segunda-feira (06), na cidade de Sinop (500 km de Cuiabá), ao menos cinco mulheres acionaram a polícia para denunciar algum tipo de violência doméstica que estariam sofrendo, todas por parte de companheiros, motivados por ciúmes ou por não aceitarem o término do relacionamento.

Por volta das 23h, uma mulher de 27 anos acionou a guarnição para defendê-la do marido de 29 anos, que estava a agredindo em sua residência no bairro Dauri Riva.

“Ele me atacou com muita violência, desferindo diversos tapas no meu rosto, e ainda me ameaçou de morte, me xingando muito”, relata a vítima na ocorrência.

O segundo caso registrado foi de uma jovem de 18 anos que procurou a delegacia do município para denunciar seu ex-namorado, de 21 anos. Ela conta no Boletim de Ocorrência (B.O) que o acusado havia agredido ela em frente à sua residência no bairro Jardim Maripá, com apertões no braço e puxões de cabelo, além de apertar seu rosto na intenção de sufocá-la.

“Nosso relacionamento durou dois anos e, nesse tempo todo, ele sempre me agrediu, chegou um momento que não suportei mais”, diz a jovem no documento.

Já a moradora da comunidade Nossa Senhora de Fátima, de 38 anos, amedrontada, também procurou a delegacia para pedir medidas protetivas contra seu ex-marido, de 47 anos, que desde o término da relação, há 8 meses, tem seguido seus passos. No B.O, ela relata que o acusado fica parado em frente a sua casa e do seu trabalho, além fazer diversas ligações para ela e para seus familiares na intenção de coagi-la.

Em outro caso, uma mulher de 42 anos, que reside no bairro Jardim São Paulo, sofreu com uma crise de ciúmes do marido durante uma festa na cidade de Santa Carmem (37 km de Sinop). Ao retornar para casa, abriu a porta do carro e a deixou no meio da estrada.

No B.O, ela conta que ele quebrou parte de sua mobília e seus objetos pessoais ao chegar em casa sozinho. Depois, ameaçou matá-la caso ela informasse à polícia.

“Desde que nos casamos, há três anos, ele se mostrou ciumento e possessivo, não me deixando sequer trabalhar fora”, registra a vítima.

Por fim, uma mulher de 23 anos, moradora da comunidade Vitória, procurou a polícia temendo por sua vida. De acordo com registro, a jovem relata que conviveu com o acusado por aproximadamente três anos e que, neste tempo, chegou a registrar vários Boletins de Ocorrência contra o mesmo por agressão, mas que só conseguiu evitar o convívio com ele há um ano, quando o mesmo foi preso por ter participação de um homicídio.

“Eu temo por minha vida, já que o meu agressor ganhou recentemente a liberdade, e tenho certeza de que ele é capaz de qualquer coisa”, diz em trecho do registro, ainda solicitando medidas protetivas de urgência.

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