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Chacina de Colniza causa reação em Brasília

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Redação

Luzia Araújo/Gcom

Colniza

Secretário Rogers Jarbas durante reunião na última segunda (24) em Colniza

 

A chacina que deixou nove mortos na Gleba Taquaruçu do Norte, a cerca de 250 quilômetros de Colniza, no último dia 19 de abril, quarta-feira, despertou a atenção de Brasília e mobilizou deputados federais, senadores e entidades de classe, que enviaram a Colniza representantes para acompanhar as investigações.

Peritos da Perícia Oficial e Identificação Técnica de Mato Grosso (Politec) constataram que as vítimas foram amarradas e torturadas. Os corpos foram encontrados com hematomas, tiros de espingarda calibre 12 no rosto e facões cravados nas costas e pescoço. Segundo testemunhas, a matança foi promovida por um grupo de pistoleiros conhecido como “encapuzados” em uma área de mata isolada perto das margens do Rio Roosevelt, no extremo noroeste do Estado.

Depois de receber secretários de Estado na segunda-feira (24), o município foi tema de discussões no Congresso Nacional. Na terça-feira, 25, a deputada federal Janete Capiberibe (PSB-AP) e o senador João Capiberibe (PSB-AP) divulgaram nota onde apontam a diminuição de recursos destinados à Secretaria Nacional de Segurança Pública e Cidadania para o combate à violência no campo. “Em 2010, o órgão contava com cerca de R$ 1,4 bilhão de orçamento”, diz trecho. “Hoje não passa de R$ 7 milhões para todo o país”.

Nesta quinta-feira, 27, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados esteve em Colniza. Coordenada pelo deputado Paulão (PT-AL), o grupo incluía os deputados Ságuas Moraes (PT-MT), Arnaldo Jordy (PPS-PA), João Daniel (PT-SE), Nito Tatto (PT-SP) e Valmir Assunção (PT-BA), além de assessores.

A reunião com representantes da OAB-MT, Defensoria Pública e moradores durou quatro horas, e discutiu a falta de infraestrutura do município e a demarcação de terras. O coordenador Paulão prometeu marcar uma reunião com dirigentes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Segundo a OAB-MT, o objetivo era municiar o Congresso com informações sobre a situação do local para incentivar iniciativas parlamentares.

Também nesta quinta-feira, 27, o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Rui Ramos, determinou a criação de mais uma vara com cinco novos servidores para ajudar a comportar os mais de 11 mil processos que tramitam na comarca de Colniza. A proposta de aumentar a infraestrutura do fórum do município partiu da OAB-MT, que discutiu o assunto com Ramos em janeiro deste ano.

A Comissão de Direitos Humanos do Senado também promoverá um debate sobre a chacina na próxima terla-feira, 2 de maio, no Senado. O senador Wellington Fagundes, que integra a comissão, anunciou que um grupo de senadores pretende ir até Colniza.

Minério
De acordo com Inaíta Gomes Carvalho Arnold, vice-presidente da subseção da OAB em Juína, que participa de reuniões com autoridades em Colniza, investigadores levantaram a hipótese de que a chacina pode ter sido motivada pela descoberta de minérios, incluindo ouro, por grileiros da região. 

Outras duas linhas de investigação, que apuram o envolvimento de madeireiros como mandantes do crime e a briga entre grileiros rivais, são consideradas pelos investigadores. 

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