Carregando...
Mato GrossoPolítica

“Se isso aconteceu antes, imagina no exercício do mandato”, diz Lúdio, sobre grampos

Lúdio Cabral
Foto de Lidiane Barros
Lidiane Barros

Um ex-aliado e outro adversário político em 2014, Mauro Mendes (DEM) e Lúdio Cabral (PT), usaram um tom de cautela ao comentar a grande repercussão causada pelo depoimento do cabo Gerson sobre o escândalo dos grampos no Governo do Estado. O militar responsabilizou o ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques, e o governador Pedro Taques pelo esquema de interceptações telefônicas ilegais que ficou conhecido como “grampolândia pantaneira”.

Indiretamente envolvido, já que o coordenador jurídico de sua campanha ao Governo em 2014, José Patrocínio, foi alvo das escutas, ao chegar à Convenção do PT nesta tarde, Lúdio Cabral lamenta as notícias que têm acompanhado sobre o caso.

“Desde que essa história começou, todas essas informações levavam a um caminho, era só questionar, quem teria sido beneficiado pelos grampos. É só analisar a identidade das pessoas grampeadas. Está muito evidente que havia um interesse no processo eleitoral. Caso se confirme, é lamentável”.

Lúdio avalia que, se comprovado, o fato seria um atentado sem precedentes à democracia no Estado. “Imagine, grampear os candidatos adversários, já que o Patrocínio foi alvo de escutas, é distorcer o processo democrático. E essa prática deslegitima o resultado da eleição. Se isso aconteceu antes de ser governador, imagina o que mais deve ter sido feito no exercício do mandato? É um episódio que precisa ser esclarecido e, caso isso se confirme, os responsáveis devem que ser punidos”, dispara.

Em pré-campanha, Lúdio aguarda as definições do partido nesta tarde.

“Lamentável”

Mais cedo, ao participar da Reunião da Executiva do PDT, Mauro Mendes também comentou sobre o depoimento do cabo da PM Gerson Correia. “Não acompanhei os detalhes, mas tenho visto uma coisa ou outra. Considero lamentável que qualquer pessoa esteja envolvida em algo do tipo, especialmente em se tratando de autoridades. Mas quem vai ter que se explicar são eles. Considero um crime contra a democracia. Invasão de privacidade e não respeitar os limites da legalidade – especialmente quem ocupa cargo político. Devem explicações muito convincentes, para que não fique uma mancha irreparável na carreira daqueles que estão sendo acusados”, avaliou Mauro Mendes.

Notícias em primeira mão

Junte-se à nossa comunidade exclusiva no Whatsapp e seja notificado sobre os furos de reportagem e análises profundas antes de todos.

Últimas Notícias

A Propósito

Japonês da Federal é exonerado da Prefeitura de Cuiabá; Veja documento

Prefeitura diz que decisão ocorreu após o ex-agente se casar recentemente.
Geral

Governo de MT vai superar em 8 anos todo o asfalto construído em 271 anos de história

Estado alcançará 7 mil quilômetros de novas rodovias pavimentadas até o fim de 2026. Pivetta destaca fim do isolamento de regiões e segurança para a população.
Geral

Mato Grosso atinge a menor taxa de desemprego do Brasil e se aproxima de 1 milhão de carteiras assinadas

Indicador despencou de 8,2% para apenas 2,2%. Setor de serviços e o agronegócio puxaram o saldo positivo de mais de 31 mil novas vagas formais
Crônicas Policiais

“A melhor polícia do país”: Comandante exalta cerco ao crime organizado e novo efetivo em MT

Prestes a completar 191 anos, corporação vive fase de renovação. Coronel avaliou apoio da gestão Pivetta e garantiu segurança da área urbana à zona rural