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Pagot nega participação de Eder na campanha e propina de R$ 12 milhões

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Redação

Ex-homem forte do governo Blairo Maggi (PP), Luiz Antônio Pagot negou qualquer envolvimento com propina da construtora Odebrecht e afirmou que não houve qualquer doação de valores da empresa destinados a caixa dois da campanha de Maggi em 2006. Pagot ainda negou qualquer participação do ex-secretário de Fazenda Eder Moraes na campanha de Maggi.

O inquérito aberto pelo ministro Edson Fachin no Supremo Tribunal Federal (STF) investiga a doação de R$ 12 milhões que teria sido feita para o caixa dois da campanha de Maggi à reeleição, intermediada por Eder Moraes. O valor teria sido pago em troca da quitação de dívidas do governo estadual com a construtora. As informações vieram das delações dos executivos João Antônio Pacífico Ferreira e Pedro Augusto Carneiro Leão Neto.

“Eu posso afirmar que esse dinheiro não veio para a campanha”, declarou Pagot, em entrevista à Rádio Capital nesta segunda-feira. “Na conta de campanha não apareceu nenhum desses valores aí. Nós tínhamos um comitê de campanha, e a parte financeira foi encaminhada depois para prestação de contas e eu não tratei de absolutamente nada desse assunto”, declarou ele.

Ao ser questionado sobre a participação de Eder na captação de recursos para a campanha, Pagot foi taxativo. “Esse cidadão que você está citando nunca fez parte da campanha do Blairo Maggi, em momento nenhum. E também não era interlocutor da campanha”, disse.

Apesar da negativa de Pagot, à época, os secretários participavam publicamente da campanha eleitoral pela reeleição de Maggi, mesmo que não tivessem sido designados para nenhuma coordenação de campanha.

Caixa-preta de Dante
Luiz Pagot admitiu ter se encontrado com representantes da Odebrecht em 2004, quando era secretário de Infraestrutura de Maggi. Ele relatou que a empresa cobrava uma dívida de governos passados e que, como discordava dos valores apresentados pela empresa, não fez qualquer negociação para pagamento. Além disso, segundo ele, a dívida não era contabilizada.

“Esses valores que eles tinham registrado não batiam com o que tínhamos. Apresentaram contas irregulares totalizando R$ 86 milhões. E não conseguíamos identificar esses valores. Por isso, tivemos que fazer uma auditoria”, afirmou.

Ele relembrou as denúncias feitas no início do governo Maggi, de que havia uma “caixa-preta” a ser aberta referente a fatos ocorridos no governo anterior, comandado por Dante de Oliveira (PSDB).

“Esse fato ficou conhecido em Mato Grosso como caixa preta, que na verdade eram passivos não contabilizados e passivos irregulares. Uma dessas contas irregulares era exatamente a conta da Odebrecht. Então, em 2004, quando os representantes da Odebrecht vieram me procurar, com interesse em cobrar essa conta, eu disse que esse assunto não pertencia mais à Secretaria de Infraestrutura e que eles tinham que procurar a PGE. E nunca mais tratei desse assunto”, declarou Pagot. 

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