Carregando...
Cidades

Plástica para Todos tem consultório interditado; médicos ainda podem trabalhar

Foto de Camilla Zeni
Camilla Zeni

Em sessão plenária realizada na noite de terça-feira (17), o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) interditou o consultório do programa Plástica Para Todos em Mato Grosso. A medida foi tomada uma semana após a denúncia do surgimento de dois novos casos de intercorrências após cirurgias realizadas pelo programa.

Segundo informou a assessoria do CRM, a interdição é temporária em razão da falta de registro do consultório junto ao conselho estadual. Assim, a empresa está proibida de continuar com os atendimentos até que regularize sua situação.

A decisão dos conselheiros não foi disponibilizada à imprensa, porém, porque a empresa ainda não foi notificada da medida. A formalização da interdição deverá acontecer até esta quinta-feira (19).

Leia mais:
Morte de esteticista após cirurgia completa dois meses e CRM ainda apura o caso
Plástica para Todos tem dois novos pacientes internados em UTIs por “complicações”
Mulher morre após cirurgia plástica em hospital sem UTI em Cuiabá

Por meio de nota, a empresa garantiu que os pacientes não serão prejudicados em razão da interdição do consultório. Isso porque apenas o consultório está proibido de atender pacientes – os médicos estão liberados.

Ainda de acordo com a nota, a empresa estima que o consultório seja regularizado em até 30 dias.

O programa

O Plástica para Todos é um programa que oferece procedimentos cirúrgicos em preços mais acessíveis. No entanto, ficou conhecido após a morte da esteticista Edléia Daniele Bueno, que morreu em maio deste ano após realizar uma cirurgia para redução das mamas e lipoaspiração.

Na terça-feira passada (10), a Sociedade Mato-Grossense de Anestesiologia (Soma) denunciou dois novos casos de complicações em cirurgias realizadas por médicos do programa. O Conselho Regional de Medicina (CRM) já investiga os acontecidos.

Confira nota na íntegra:

A Empresa Plástica Para Todos, vem a público noticiar que o CRM/MT, em plenária na noite desta terça feira, entendeu pela necessidade do programa registrar-se no órgão, para só então dar sequência a sua prestação de serviços. A decisão não acarretará prejuízos aos pacientes, uma vez que a relação médico-paciente não foi afetada pela mesma, pois os médicos não estarão impedidos de atuarem junto aos pacientes.

O Projeto tem foco no atendimento de pacientes que esperam a anos por um procedimento cirúrgico pelo SUS, que muitas das vezes se submeteria a cirurgias clandestinas em países vizinhos, ou que jamais teriam acesso a esse serviço, em busca da saúde mental, reparatória, qualidade de vida e melhora geral de sua saúde, proporcionados por uma cirurgia plástica.

Agradecemos o apoio de todos os pacientes, estimando que num prazo máximo de 30 dias será possível a inscrição da empresa junto ao CRM/MT, quando tudo será normalizado, esclarecendo que o registro não tinha sido realizado por orientação de nossa assessoria jurídica da matriz em MG, em razão de se tratar de mera intermediação operacional do serviço.

Dessa forma, orientamos que nossas pacientes procurem em horário comercial, a sede da empresa para procedimentos administrativos e financeiros.

Notícias em primeira mão

Junte-se à nossa comunidade exclusiva no Whatsapp e seja notificado sobre os furos de reportagem e análises profundas antes de todos.

Últimas Notícias

Geral

Pronto Socorro de Várzea Grande faz mutirão para abastecer banco de sangue nesta sexta e sábado

Campanha busca reforçar estoques da unidade de urgência, que atende toda a Baixada Cuiabana. Veja os requisitos para doar
Crônicas Policiais

Homem que estuprou a própria cunhada e ameaçou família de morte em MT é preso no Pará

Suspeito de 25 anos obrigou a vítima de 22 a usar drogas antes do crime em Lucas do Rio Verde. Ele chegou a se esconder no Rio de Janeiro antes de ser capturado
Geral

Pontes e Lacerda recebe 78 câmeras do Governo para reforçar combate à criminalidade

Equipamentos do programa Vigia Mais MT integram o município à rede estadual de segurança, garantindo ações mais rápidas da polícia
Opinião

Quem sustenta Cuiabá?