Carregando...
Cidades

Morre Serginho, jovem com doença rara que palestrava e inspirava Mato Grosso

Foto de Camilla Zeni
Camilla Zeni

Morreu na noite desse domingo (1º), aos 19 anos, o jovem Sérgio Luiz Ferreira da Silva, conhecido como Serginho. O rapaz travava uma longa batalha contra a doença chamada epidermólise bolhosa, considerada rara e complexa, e teve complicações neste final de semana, quando foi internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Júlio Müller. No entanto, ele não resistiu e faleceu. A informação foi confirmada pelos pais do garoto, por meio das redes sociais.

Segundo informaram, Serginho sentiu dores no final de semana e precisou ser levado às pressas para o hospital, em Cuiabá. Já na manhã de domingo, não respondia aos tratamentos. Ele morreu horas depois. Ainda não há informações sobre o que aconteceu.

Nas redes sociais, centenas de amigos comentaram nas publicações sobre o estado de saúde do menino. “Guerreiro” e “menino de luz” foram algumas das palavras utilizadas pelos usuários do Facebook, que se diziam perplexos com a situação inesperada.

De acordo com os pais, o corpo do menino está sendo velado na manhã desta segunda-feira, na capela Santo Antônio, em Várzea Grande. O sepultamento deverá acontecer a partir das 16 horas.

Lição de vida

Serginho, desde cedo, mostrou-se ser um grande sobrevivente: nasceu com uma doença genética rara e recebeu a sentença de apenas um mês de vida. Contrariando os médicos, cresceu, lutou e inspirou muita gente, por meio de diversas palestras motivacionais. O menino nunca chegou a andar. Saiu do carrinho de bebê para uma cadeira de rodas e teve seu desenvolvimento afetado – e mesmo com sua doença, que causa a descamação da pele e, por consequência, maior sensibilidade, não se deixava esmorecer. Era fonte de alegria para quem o cercava.

A história do menino também é marcada por solidariedade. Em razão das condições da família, Serginho, sempre querido na vizinhança, contava com ajuda da população para a aquisição de medicamentos e custeio de tratamentos. Serginho chegou a ser atendido em um hospital de São Paulo, onde fazia radioterapia. No entanto, o alto valor do tratamento fez com que a família precisasse continuá-lo no Hospital Júlio Muller, em Cuiabá.

Em razão de um tumor no joelho, Serginho chegou a ter uma das pernas amputadas no ano passado. O momento trouxe tristeza. Mesmo sem nunca ter andado, ele sentia falta da perna, mas sabia que era o melhor, já que o membro lhe trazia dor. Em diversas entrevistas, Serginho se dizia grato pela solidariedade das pessoas. Dizia ser um garoto feliz e querido.

Também nas redes sociais, os amigos prestaram as últimas homenagens, confirmando o carinho que todos sentiam pelo menino.

“Menino de ouro, vencedor, batalhador. Exemplo para meus pais, para muitos jovens que dizem que tudo está ruim, que têm problemas. Serginho vivia sorrindo. Viveu intensamente, valorizou cada segundo aqui entre nós. Se tornou conhecido, conheceu pessoas. Carismático, inteligente, viveu muito mais do que muita gente que chegou aos 100 anos. Soube usar a net como poucos. Fez amigos… O que dizer deste menino.. Este é nosso amigo Serginho”, escreveu um dos colegas.

Notícias em primeira mão

Junte-se à nossa comunidade exclusiva no Whatsapp e seja notificado sobre os furos de reportagem e análises profundas antes de todos.

Últimas Notícias

Geral

Estudantes de Cuiabá trocam o quadro por laboratório e extraem óleo de capim-cidreira

Aula prática de Química na Escola Francisco Ferreira Mendes transformou teorias de destilação em experiência sensorial
Geral

Obras das estações do BRT começam na Avenida da FEB e mudam trânsito em VG

Pista de concreto junto ao canteiro central sofrerá bloqueios nos pontos de construção; motoristas devem redobrar atenção
Geral

Pivetta reabre cadastro do Repesca e estende auxílio a pescadores por mais 5 anos em MT

Decisão garante um salário mínimo por mês a profissionais atingidos pela polêmica Lei do Transporte Zero
Especiais

Passageiros em risco: passageiros denunciam negligência da 99Pop em casos de risco

Casos ouvidos pelo O LIVRE e dados do Reclame Aqui revelam situações de risco gerados pelo aplicativo