Mato Grosso

Emanuel Pinheiro adia em um ano a inauguração de Pronto-Socorro

Foto de Karina Cabral
Karina Cabral

O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) marcou para 8 de abril de 2019 a inauguração do novo Hospital e Pronto-Socorro de Cuiabá, um ano depois da data anunciada a princípio – 8 de abril deste ano -, em concordância com o Governo do Estado.

Com o adiamento, a obra que foi custeada em sua maior parte pelo governo estadual (R% 51 milhões dos R$ 80 milhões previstos), não será inaugurada pelo governador Pedro Taques (PSDB), a não ser que ele se reeleja. Emanuel Pinheiro e Pedro Taques são adversários políticos nas eleições deste ano.

Segundo o prefeito, a obra física do hospital estará pronta em janeiro do ano que vem, mas a unidade de saúde só vai funcionar a partir do aniversário de 300 anos de Cuiabá, em abril. Ele alega questões “legais” e “burocráticas” para o adiamento.

“São mais de 10 mil itens para licitar. Dezenas de lotes. Tem até móveis planejados. Não basta a minha ansiedade. O governador queria inaugurar até 30 de junho, antes do processo eleitoral. Mas ele esteve lá e viu que é complicado. E nós queremos fazer bem feito”, afirmou Emanuel Pinheiro, nesta segunda-feira (25).

Pinheiro disse que a prefeitura gastará, ao todo, R$ 64 milhões para equipar o novo Pronto Socorro de Cuiabá. A obra já está 71% concluída, sendo 41,79% dentro de seu um ano e meio de gestão.

O prefeito disse que se reuniu nesta segunda-feira (25) com o governador Pedro Taques (PSDB), que teria garantido que cumprirá a entrega dos R$ 18 milhões que faltam da parte do governo para custear a obra, antes que seja impossibilitado por causa do período eleitoral. O prazo máximo para que o governador assine a autorização para o repasse é dia 5 de julho.

Medicamentos

Em relação aos problemas enfrentados na gestão da área de saúde, Emanuel Pinheiro afirmou que na sexta-feira (29) será aberto um pregão eletrônico para contratar uma empresa que disponibilizará um sistema de gestão integrada de medicamentos e insumos.

Segundo Pinheiro, o principal problema nas falhas da saúde em Cuiabá são a falta de gestão e de um controle rigoroso na aquisição e abastecimento de medicamentos e insumos.

O prefeito afirmou ainda que solicitou de forma emergencial 319 tipos de insumos hospitalares, que custaram R$ 12,5 milhões aos cofres da prefeitura. Emanuel afirmou que esses insumos foram escolhidos com base no que é mais usados nas unidades de saúde do Estado e que eles serão entregues até o dia 02 de julho. O restante do material necessário deverá ser entregue em até 60 dias.

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