Eleições 2018Mato GrossoPolítica

Wellington diz que não tem vetos a condenados por corrupção

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Laíse Lucatelli

O senador e pré-candidato a governador Wellington Fagundes (PR) disse que não tem vetos a ninguém para composição do seu secretariado, caso seja eleito governador nas eleições deste ano. Um dos critérios para formação do staff, segundo ele, deve ser a experiência. A declaração foi uma resposta ao governador Pedro Taques (PSDB), que insinuou que pessoas condenadas por corrupção poderiam fazer parte do secretariado do possível adversário, em sua eventual vitória na disputa pelo governo estadual.

“Eu não sou sectário, não tenho veto a ninguém. Qualquer pessoa que tiver experiência, vamos buscar para ajudar. Governar é a arte de saber perdoar. E quem ganha tem que ter humildade, muito mais do que quem perde. E eu terei humildade suficiente”, afirmou Fagundes, na tarde desta terça-feira (19).

Pela manhã, em entrevista à Rádio Vila Real, Taques citou o ex-presidente da Assembleia Legislativa José Riva e o ex-secretário de Transporte e Pavimentação Urbana (Setpu) Cinésio Nunes de Oliveira, como secretariáveis do governo Wellington Fagundes. “Será que o Riva vai ser secretário? Será que o Cinésio vai voltar para a Sinfra?”, questionou o governador.

Fagundes tem relações familiares com Riva, pois seu filho Diógenes namora a deputada Janaina Riva (MDB), filha do ex-parlamentar.

Para o senador, a provocação de Taques comprova, ainda, o próprio “bom desempenho” nas pesquisas de intenção de votos. “Recebo com entusiasmo, porque ele já viu a pesquisa que mostra que Wellington ganha no segundo turno do Pedro e do Mauro Mendes, então está havendo um reconhecimento de que nós provavelmente ganharemos a eleição”, afirmou o senador.

Wellington prometeu ainda não revidar eventuais ataques que venha a sofrer na campanha eleitoral, sem adotar o “bateu, levou”.

“Eu quero levar, não quero bater. Sempre tenho dito que não sou homem de briga, sou homem de luta. Pensar no coletivo será nossa marca da campanha. Eu sempre fui um homem do diálogo”, afirmou Wellington.

 

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