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Desistência do curso para formação de novos “caveiras” atinge 74%

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Quase três meses após o início do 3º Curso de Operações Especiais (Coesp), 74% dos policiais militares pediram para sair. Iniciado no dia 2 de março eram 30 PMs de Mato Grosso, dois do Pará, e um representante das polícias de Goiás, Tocantins e Paraíba. Agora restam apenas 9, sendo 8 da polícia mato-grossense e um do Pará. O curso está previsto para ser concluído em agosto deste ano.

O Coesp prepara a tropa de elite da Polícia Militar para o desempenho das atividades empregadas na resolução das situações de maiores complexidade com legalidade, eficiência e do emprego da técnica, bem como no intuito de suprir algumas necessidades específicas da instituição tais como: valorização, motivação e intercambio de conhecimentos.

Durante o 3º Coesp, foi realizada uma viagem de estudo técnico visando o intercâmbio com agentes e unidades de Operações Especiais referências no Brasil. Os candidatos passaram por uma série de treinamentos.

O primeiro foi em 11 de abril em Campo Grande (MS). Lá, eles tiveram instrução com o Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (EAS), mais conhecido como PARA-SAR, que é um esquadrão paraquedista de Operações Especiais e Busca e Resgate da Força Aérea Brasileira (FAB). Eles aprenderam sobre uso de equipamentos optrônicos/tiro com equipamentos optrônicos (diurno/noturno) e também instrução de armamentos não-convencionais e atendimento tático de acidentes em combates.

Ainda em Mato Grosso do Sul, os policiais estiveram em Ladário no Grupamento de Fuzileiros Navais do 6º Distrito Naval, onde tiveram instruções de Operações Ribeirinhas e Operações no Pantanal. Estas instruções visaram preparar os militares para as adversidades da região, fazendo-os suportar o desgaste físico e emocional provocado pelo clima da região pantaneira, desenvolvendo assim suas habilidades para o combate em ambiente ribeirinho.

No Distrito Federal foi ministrado o módulo de Mergulho Operacional e Operações Subaquáticas no Batalhão de Operações Policiais Especiais do Distrito Federal (Bope/ PMDF). Pela sua característica, Mato Grosso possui uma vasta área territorial alagada, tornando-se necessário que o policial domine técnicas e táticas voltadas à infiltração em áreas fluviais e ribeirinhas. Os alunos saíram habilitados a operarem equipamentos de mergulho autônomo de circuito aberto e fechado, bem como, executar tarefas como reconhecimento, antecipação e enfrentamento de infratores que envolva ambientes alagados.

Na parte urbana, o módulo foi realizado com o Bope do Rio de Janeiro, onde os candidatos a caveira adquiriram conhecimento de Patrulhamento Policial em áreas Urbanas de Alto Risco. Conhecidos mundialmente pela atuação com resultados concretos no enfrentamento a criminosos fortemente armados, o BOPE-PMERJ possui expertise neste campo de atuação. Eles receberam o que há de mais moderno em combate, incluindo progressões e incursões em comunidades pacificadas do Rio de Janeiro para aumentar a realidade na ação nestes terrenos.

O Rio de Janeiro também fizeram uma visita técnica no Batalhão de Operações Especiais de Fuzileiros Navais da Marinha Brasileira (COMANF) e no Grupamento de Mergulhadores da Marinha do Brasil (GruMec).

De 07 a 12 de maio, os policiais fizeram o Estágio de Combatente de Montanha no 12° Batalhão de Infantaria de Montanha em Belo Horizonte (MG). O treinamento visou especializar os militares em técnicas de montanhismo e de combate neste tipo de ambiente, e ainda, ultrapassar obstáculos verticais e horizontais, especializando em técnicas de escalada, procedimento em altura, orientação e resgate em terreno de baixa e média montanha, dentre outros.

Finalizando a viagem técnica, foi ministrado o módulo de Paraquedismo Operacional, em Resende (RJ) visando atuar em qualquer hora, em qualquer lugar, de qualquer forma e em qualquer missão. Como o batalhão é a última alternativa da Segurança Pública do Estado para se fazer cumprir a lei, obriga o operador a se preparar para situações extremas, inclusive ser inserido ou extraído por meios não convencionais onde o transporte terrestre ou heli-transportados não seja possível.

O Paraquedismo Operacional é uma alternativa viável ao policial de Operações Especiais, que proporcionará a condição de ser inserido por uma aeronave em um ponto estrategicamente definido.

O curso de operações especiais segue sendo realizado em Mato Grosso.

 

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