Cidades

Caminhoneiros fazem coro à intervenção militar e prometem resistir a desbloqueio

Foto de Lázaro Borges
Lázaro Borges

O anúncio do presidente Michel Temer de que convocaria as Forças Armadas para retirar os bloqueis das estradas feitos durante a greve já provocou reações dos caminhoneiros, paralisados na BR-364, em Cuiabá. Eles afirmam que vão resistir ao desbloqueio e continuarão parados.

O Exército, que deve ser mobilizado ainda hoje, vai encontrar faixas com pedidos de ajuda aos militares e bandeiras do Brasil, que enfeitam os caminhões parados na beira da rodovia. A dita “intervenção militar” é para os caminhoneiros a única forma de solucionar a crise econômica e política no país.

“O Exército pode vir, as Forças Armadas podem vir, não estamos fazendo nada de errado. Aqui na rodovia não tem nada bloqueado, todo mundo está passando, nós não queremos trabalhar e não vamos ser obrigados”, avisa João Roberto Borges, de 56 anos.

Motoristas paralisados receberam doações (Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Borges é paulista e não vê a família há quarenta dias. Para os caminhoneiros, a paralisação já não é mais por uma reivindicação da categoria – e sim por todo o país. A greve geral, que completou cinco dias nesta sexta-feira (25), subiu o tom em relação a Temer e tem se tornado um movimento muito mais político.

“Quando começou, na segunda-feira, nosso objetivo não era intervenção, mas o governo foi nos enrolando e perdemos a paciência”, diz Osmar Martins, de 43 anos. “Eu queria que viesse sargento, coronel e mais gente se juntar a nós aqui nessa luta e não só ficar detrás do celular”, conclui.

Os militares ainda não foram, mas muitos cidadãos têm levado mantimentos para o grupo acampado na beira da estrada. Um carro com doação de uma empresa da região levou garrafas d’água para os caminhoneiros nesta sexta. O funcionário da empresa, que não quis se identificar, também mostrou apoio.

“A causa é nossa, é de todo mundo, e a gente que não pode parar no serviço vem aqui ajudar”, disse.

 

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