Carregando...
Mato GrossoPolítica

Desembargador vê indícios de continuidade de crimes e nega liberdade a Paulo Taques

Foto de Mikhail Favalessa
Mikhail Favalessa

O desembargador José Zuquim Nogueira, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, negou os pedidos de liberdade do advogado e ex-chefe da Casa Civil Paulo Cesar Zamar Taques e do advogado Pedro Jorge Zamar Taques. Os dois foram presos no dia 09 de maio durante a deflagração da 2ª fase da Operação Bereré, chamada de Bônus.

“Já disse e repito, que o crimes do colarinho branco, como se sabe, é espécie de crime que, no mais das vezes se caracteriza pela reiteração de condutas, pela habitualidade e profissionalismo, características estas que faz forçosa a conclusão de que, em liberdade, os investigados neste tipo de delito colocam em risco a ordem pública”, escreveu o desembargador ao negar liberdade a Paulo.

O ex-secretário seria uma das lideranças de um esquema responsável por desviar cerca de R$ 30 milhões de um contrato entre o Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT) e a empresa EIG Mercados Ltda. Paulo Taques teria recebido R$ 2,6 milhões para manter o esquema durante a gestão do governador Pedro Taques (PSDB), seu primo.

O Ministério Público Estadual (MPE) deu um parecer pedindo a continuidade das prisões dos dois irmãos. O órgão indicou que Paulo poderia se utilizar da proximidade com o governador para obstruir as investigações.

Zuquim argumentou que continuam existindo riscos de continuidade na prática dos crimes. “Dessa forma, a peculiar natureza dos crimes e o modo em que se desenvolve a atividade, por si sós, indicam que se o investigado for colocado em liberdade, poderá incorrer na reiteração da prática do delito, colocando em risco a ordem pública. Tais constatações não foram informadas com base em prova, pela defesa, que apenas teceu argumentações para fragilizar as provas colhidas na investigação”, disse.

O desembargador utilizou os mesmos argumentos para negar o pedido de liberdade de Pedro Jorge. “Assim é que, além de não se cogitar de fato novo, permanecem inalteradas as conclusões da decisão combatida, cujos termos adoto como fundamentação por relação”, disse. O advogado teria forjado serviços para lavar o dinheiro desviado do contrato da EIG.

“Quanto aos fatos sobre os quais pairam as investigações, os quais também serviram de fundamento para o decreto prisional, a defesa nega a veracidade; sustenta que o ‘suposto colaborador’ vem expressando declarações de má-fé e que a gravação juntada nos autos tratou-se de uma ‘armadilha’ montada e forjada pelo colaborador José Henrique”, disse.

José Henrique Ferreira Gonçalves é sócio da EIG e fechou um acordo de colaboração premiada com o MPE. Ele entregou uma conversa de WhatsApp tida com Pedro Jorge em que o advogado afirmava que José Kobori, diretor da empresa, deveria se reunir com Paulo Taques para resolver questões relacionadas ao esquema no Detran-MT.

Notícias em primeira mão

Junte-se à nossa comunidade exclusiva no Whatsapp e seja notificado sobre os furos de reportagem e análises profundas antes de todos.

Últimas Notícias

Geral

Após confissão, policiais encontram tonéis com quase 170 tabletes de maconha enterrados em VG

Setor de inteligência monitorou trio em área de mata fechada. Um dos suspeitos decidiu colaborar e apontou o local exato do esconderijo para as viaturas
Geral

Governo entra na fase final das obras do novo MT Hemocentro e Cermac; veja o que falta

Unidades especializadas ganham espaços modernos com mais de 5,8 mil metros quadrados. Previsão é dar mais agilidade e segurança aos pacientes do SUS
Geral

Sedec mapeia demandas de 12 regiões turísticas de MT para destravar novos investimentos

Oficina na FIT Pantanal reuniu representantes municipais para criar um catálogo de projetos estratégicos. Foco é estruturar o turismo fora da capital
Opinião

Dia Mundial do Meio Ambiente: proteger a natureza também é proteger direitos

Meio ambiente e segurança jurídica: a importancia de agir com responsabilidade e dentro da lei