Eleições 2018Mato GrossoPolítica

Maria Lucia diz que PCdoB pretende trabalhar pelo fortalecimento do agronegócio em MT

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Gabriela Galvão

Pré-candidata ao Senado pelo PCdoB de Mato Grosso, a ex-reitora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Maria Lúcia Cavalli, busca desmistificar a tese de que o partido é contrário ao agronegócio e garante que suas lideranças no Estado pretendem trabalhar pelo fortalecimento desse setor, que consideram fonte inestimável de riqueza.

Conforme a ex-reitora, seu projeto é baseado em 4 princípios: democracia, inclusão social, valorização do trabalho e distribuição de renda, sendo que para torna-los viáveis é fundamental o fortalecimento do agronegócio. “Esse setor é gerador de riquezas, pode ajudar a melhorar a vida das pessoas com maior empregabilidade, potencialidade e investimento nas áreas sociais. Precisamos pensar que o agronegócio necessita de apoio político”, ressaltou em entrevista ao LIVRE.

Para a pré-candidata, a inclusão social é determinante em qualquer espaço e a política só pode ser pensada se for para melhorar a vida das pessoas, sobretudo das mais pobres. “As pessoas de alta e média renda, com emprego fixo, condição estável, não precisam do Estado, de ações políticas, mas o pobre precisa”.

Com apoio definido ao pré-candidato ao governo pelo PR, senador Wellington Fagundes, Maria Lucia pontuou que embora pareçam muito diferentes, ambos são “desenvolvimentistas” e que, em sua opinião, diferenças ideológicas se aproximam numa composição para um plano de governo. “Divergimos nas formas de operação, mas queremos o desenvolvimento do Brasil e de Mato Grosso. Um desenvolvimento que melhore a vida das pessoas, principalmente as de baixa renda. Nossa luta é comum”.

Em relação a possibilidade de disputar outro cargo, a comunista afirmou que vai lutar politicamente para viabilizar sua candidatura ao Senado, pois acredita que é o cargo mais condizente com seu projeto de desenvolvimento. “Fui reitora por 8 anos e agora gostaria da oportunidade no Legislativo, que ainda não experimentei. Meu nome é conhecido nacionalmente e internacionalmente pelos trabalhos que desenvolvi, conheço os problemas do Estado inteiro, milito desde 74. Represento uma candidatura muito diferente, da busca pelo desenvolvimento social, e tenho possibilidade de agregar a parcela da população engajada nessas lutas. Acho que temos competitividade e que há sensibilidade. Estou otimista. Sabemos que tudo depende do diálogo, mas sempre deixamos muito bem explicitado nosso interesse dessa vaga para o PCdoB”.

Para viabilizar financeiramente sua candidatura, e ex-reitora declarou que irá começar a arrecadação por meio do financiamento coletivo na internet, a popular vaquinha online, bem como que a executiva nacional do partido irá auxiliar com recursos do fundo partidário. “Não tenho condições de bancar uma candidatura sozinha, vou precisar de muita ajuda e estou confiando na mobilização entre pessoas, movimentos, sindicatos. Estou transitando, mas sem perspectiva de uma superestrutura”.

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