Cidades

Guerra na medicina: SBCP diz que o Plástica para Todos é “repulsivo”

Foto de Lázaro Borges
Lázaro Borges

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Regional Mato Grosso emitiu nota nesta quinta-feira (17) classificando o projeto “Plástica para todos” como uma ação “repulsiva” e “abjeta”. Na avaliação da SBCP-MT, a empresa responsável pelo programa dá a entender que o “Plástica para todos” seja de um “programa social”.

A discussão em torno da empresa teve início com a morte de Daniele Ferreira Lima, de 33 anos, que faleceu após complicações na cirurgia de lipoaspiração e redução de mama feitas pelo programa.

A Delegacia Especializada em Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) abriu um inquérito para apurar a morte da jovem.  Casada e mãe de uma garotinha, Edleia teve a morte cerebral confirmada no fim da tarde desse Dia das Mães. Ela iria fazer uma “lipoescultura” e redução dos seios. A cirurgia foi realizada na sexta-feira (11).

O “Plástica para Todos” também será investigado. O programa é apresentado como uma opção de baixo custo para quem deseja fazer os mais variados tipos de procedimentos estéticos. Segundo a propaganda, as cirurgias podem ser pagas em até 24 vezes no boleto e 12 vezes no cartão crédito ou crediário.

A Sociedade repudiou também a nota emitida pela empresa responsável pelas cirurgias: o documento foi classificado como “mentiroso”.

Veja nota completa:  

Diante da Nota de esclarecimento da empresa/sistema nominado “Plastica para todos”:

Reiteramos nossa consternação com a morte ocorrida.

Porém infelizmente o fato mostrou um grave problema há muito combatido e condenado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, as comercializadoras de Cirurgias Plásticas. É fato notório que com o auxílio dos Orgão fiscalizadores em outros estados estes projetos foram encerrados.

O modelo em tela, travestido de projeto social, promove a mais abjeta e repulsiva atitude perante a boa medicina, que é sua mercantilização, fazendo de pacientes, mero objeto de mercância, ignorando princípios irrenunciáveis em qualquer ato médico, que é a segurança e primorosa relação médico paciente.

A nota pública ofertada apelativamente pela empresa/sistema, é tão falaciosa quanto inverdades em sua essência.

Causa-nos espécie assistir tamanho engodo, em tal nota pública, quanto o comportamento dos médicos que se prestam a este deserviço a boa medicina.

A SBCP não avaliza, tampouco recomenda que seus membros participem deste modelo de atendimento médico, já vedado reiteradamente pelo Conselho Federal de Medicina, no Código de Ética Médica.

A SBCP promove frequentemente ações humanitárias, em todo Brasil, permitindo acesso da população a cirurgias plásticas, com extremo rigor científico e sobretudo SEGURANÇA.

Ao cabo, entendemos que o Conselho Regional de Medicina é o órgão investidos de poderes para a fiscalização e correção do exercício da medicina. A SBCP segue esta esteira, aguardando daquela entidade o imediato rigor na apuração dos fatos dramáticos que ceifaram uma vida, e que aja com o rigor absolutamente necessário, para que novas vidas não sejam interrompidas pelo interesse vil de mercadores da medicina.

Regional Mato Grosso de Cirurgia Plástica

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