16 de abril de 2026 03:47
Cidades

Depois de morte, “Plástica para todos” vai parar de fazer cirurgias no Hospital Militar

Foto de Lázaro Borges
Lázaro Borges

A empresa “Plástica para todos” anunciou nesta quarta-feira (16) que deixará de usar as dependências do Hospital Militar para realizar cirurgias plásticas de baixo custo. Na nota assinada pelo advogado da entidade, Alex Sandro Rodrigues Cardoso, a empresa afirma que o caso envolvendo a morte de Danielle Ferreira Lima, de 33 anos, está “isento” de erros médicos.

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O documento reconhece a ausência de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na unidade de saúde militar, mas defende que 70% das cirurgias do tipo não são feitas em locais que possuem UTI. Mesmo informando a mudança do Hospital Militar, a empresa reforçou que o local é comum a vários outros cirurgiões plásticos de Mato Grosso.

“Faz-se importante registrar, que este mesmo hospital é frequentemente utilizado para realização de cirurgias por outros profissionais locais, também membros da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e não vinculados à empresa ‘Plástica Para Todos’ “, diz a nota.

Veja a nota completa:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Diante das recentes notícias veiculadas, a empresa “Plástica Para Todos”, por meio de seu advogado, vem a público esclarecer e corrigir alguns fatos equivocados, tornados públicos nos últimos dias.

– A empresa reconhece que não há palavras que possam aliviar a dor de familiares e amigos da paciente que infelizmente veio a óbito e, por isso, não poupará esforços para o rápido esclarecimento do caso, a fim de confirmar a ocorrência de fatalidade adversa que a vitimou.

– A qualidade e a regularidade dos serviços ofertados pela empresa, executados por profissionais habilitados e com registros junto aos Conselhos Regionais de Medicina e à Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, são atestadas pelos milhares de procedimentos cirúrgicos já realizados em todo o país, sem que jamais tivesse ocorrido, até então, qualquer evolução de óbito, independentemente de sua causa.

– Com base neste histórico, é possível afirmar que o caso envolvendo a paciente, provavelmente, esteja isento de erro de conduta profissional, sendo típico de evoluções imprevisíveis. Mesmo assim, as causas somente poderão ser discutidas após o laudo do exame de necropsia.

– A empresa esclarece que os médicos credenciados possuem registro junto ao CRM de origem e local, inclusive quanto à especialidade de cirurgia plástica e ainda, faz-se importante registrar, que este mesmo hospital é frequentemente utilizado para realização de cirurgias por outros profissionais locais, também membros da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e não vinculados à empresa “Plastica Para Todos”.

– Vale destacar que a existência de riscos em todos os procedimentos cirúrgicos em geral e suas causas nem sempre estão associadas à ocorrência de erros médicos ou de equipes multidisciplinares de saúde. Por conta disso, não há que se falar, até o momento, em causas de negligência, imperícia ou imprudência da equipe médica, tampouco do hospital onde o procedimento foi realizado, já que 70% (setenta por cento) das cirurgias plásticas realizadas no país ocorrem em unidades sem leitos de terapia intensiva, não sendo, portanto, obrigatório.

– A empresa “Plástica Para Todos”, que luta incessantemente para democratizar a especialidade, expressa os mais sinceros votos de confiança, depositados junto às autoridades instituídas e aos órgãos da classe e se  mantém à inteira disposição para os esclarecimentos necessários, informando aos nossos clientes que, muito em breve, serão informados sobre a nova unidade hospitalar onde os procedimentos cirúrgicos serão realizados na cidade de Cuiabá.

Alex Sandro Rodrigues Cardoso

Advogado

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