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Economia

Endividamento histórico: mais de 80% dos lares brasileiros possuem algum tipo de dívida

Cartão de crédito segue como principal responsável pelo avanço das dívidas
alíquota - Reforma tributária
Foto de Lucas Bellinello
Lucas Bellinello

O número de famílias endividadas no Brasil atingiu o maior patamar da série histórica em 2026. Dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostram que 80,9% dos lares brasileiros possuíam algum tipo de dívida em abril, reflexo dos juros elevados, do aumento do custo de vida e da maior utilização do crédito.

Um terço da renda vai pra dívidas…

Além do crescimento do endividamento, especialistas alertam para o avanço do comprometimento da renda familiar. Atualmente, quase um terço do orçamento das famílias é destinado ao pagamento de dívidas, reduzindo a capacidade de consumo e dificultando investimentos e planejamento financeiro.

Cartão de crédito é o principal vilão

O cartão de crédito segue como o principal responsável pelo cenário. Segundo a CNC, a modalidade concentra a maior parte das dívidas das famílias e possui algumas das taxas de juros mais altas do mercado, agravando o risco de inadimplência.

Embora o percentual de famílias com contas em atraso tenha permanecido relativamente estável, cerca de 12% dos endividados afirmam não ter condições de quitar os débitos acumulados.

Para economistas, o problema está ligado tanto ao alto custo do crédito quanto a fatores estruturais da economia brasileira. A taxa Selic elevada, o aumento das despesas básicas e até o crescimento das apostas online são apontados como elementos que pressionam o orçamento doméstico.

Programa do governo tenta resolver o problema

Diante desse cenário, o governo federal relançou o programa Novo Desenrola Brasil, voltado à renegociação de dívidas de famílias, estudantes e pequenos empreendedores. A iniciativa prevê descontos, juros reduzidos e condições facilitadas de pagamento, mas especialistas e parlamentares divergem sobre a capacidade do programa de resolver o problema de forma permanente.

Enquanto defensores da medida destacam o alívio imediato para os consumidores, críticos argumentam que a renegociação não ataca as causas do endividamento, como a renda insuficiente e o elevado custo do crédito no país.

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