O Democracia Cristã decidiu começar a corrida presidencial de 2026 do jeito que parece conhecer melhor: em meio à confusão interna. Neste sábado (16), o partido anunciou o ex-presidente do STF Joaquim Barbosa como pré-candidato ao Palácio do Planalto, mesmo depois de passar meses ventilando o nome do ex-ministro Aldo Rebelo como aposta da legenda para a disputa nacional.
A mudança repentina expôs mais uma vez o clima de improviso dentro do DC. Nem o próprio presidenciável do partido parece durar muito tempo no cargo. Aldo, que vinha sendo apresentado como nome da sigla para 2026, agora vê o partido trocar de rumo antes mesmo da largada oficial da campanha. E, pelo tom dos bastidores, a troca não foi exatamente consensual.
Em nota, o presidente nacional da legenda, João Caldas, afirmou que Joaquim Barbosa representa a possibilidade de “união nacional” e “reconstrução da confiança” nas instituições. O problema é que, internamente, a movimentação abriu uma nova crise. Parlamentares do partido demonstraram incômodo com a mudança brusca e Aldo Rebelo já avisou que não pretende abandonar o projeto político tão facilmente.
A turbulência lembra episódios recentes vividos pelo próprio DC em Mato Grosso. No estado, a sigla também acumulou desgastes após recuar da candidatura de Antonio Galvan ao Senado, movimento que obrigou o ruralista a trocar de partido às pressas para manter o projeto eleitoral de pé ou quase isso.
Agora, o roteiro parece se repetir em escala nacional. O DC tenta vender discurso de reconstrução e estabilidade enquanto coleciona trocas de rota, ruídos internos e pré-candidaturas que mudam antes mesmo da campanha começar. Se a ideia era transmitir segurança ao eleitor, o partido acabou reforçando a fama de legenda onde até o candidato pode mudar de uma hora para outra.




