O Tribunal de Contas do Estado (TCE) abriu investigação para apurar uma possível coleção de falhas administrativas na Câmara de Várzea Grande, hoje comandada por Wanderley Cerqueira (MDB). A bronca envolve desde gestão de pessoal até gastos com publicidade — áreas que, em tese, deveriam ser básicas para qualquer administração minimamente organizada.
A apuração nasceu de uma denúncia formal feita por um ex-servidor da Prefeitura, que preferiu não se identificar. No papel, o caso levanta suspeitas sobre transparência, execução de obras e uso do dinheiro público — um combo que costuma acender alerta máximo quando aparece junto no mesmo processo.
O procedimento está sob relatoria do conselheiro Antônio Joaquim e corre em sigilo, o que, na prática, deixa a população no escuro enquanto as suspeitas são analisadas. Até agora, não há decisão final, apenas a constatação de que tem fumaça suficiente para justificar uma investigação detalhada.
Procurada, a Câmara afirma que já respondeu ao TCE e diz confiar na legalidade dos atos da gestão. Também reforça compromisso com transparência — discurso padrão que, diante das suspeitas, agora vai precisar ser comprovado na prática, não só em nota oficial.





