O Novo surgiu como uma promessa na direita brasileira. Defendia livre mercado, menos burocracia e um Estado mais enxuto — ideias que atraíram quem acreditava que o país podia ser diferente.
Em Mato Grosso, não foi diferente. Durante anos, o partido lançou candidaturas bem bonitas, mas sem nenhum sucesso nas urnas. Isso mudou em 2024, quando a sigla conseguiu emplacar a vice-prefeita na chapa de Abilio.
Mas a lua de mel durou pouco. Assim como a relação com Abilio, a ligação entre Vânia Rosa e o Novo não tardou a azedar. O desfecho não podia ser mais vexatório: ela deixou o partido e se filiou ao MDB, legenda de Emanuel Pinheiro, principal antagonista de Abilio.
Na sequência dessa dança das cadeiras, Elizeu Nascimento passou a ser o principal nome da sigla. Já deputado, ele deu ao Novo um representante no estado — ainda que não eleito pelo partido.
Agora, esse mesmo nome está no centro de uma operação. R$ 150 mil foram encontrados em sua casa, em meio a denúncias graves, justamente do tipo que o Novo prometia combater.
No fim, sobra a frustração. A esperança não se cumpriu — e fica a sensação de que o Novo não trouxe nada de novo para a política mato-grossense.





