A possível saída da juíza Tatiana dos Santos Batista da magistratura ganhou força no Tribunal de Justiça de Mato Grosso nesta quinta-feira (23). Em sessão do Órgão Especial, a maioria dos desembargadores se posicionou pela demissão da magistrada, embora o caso ainda dependa de uma deliberação final.
Ela está fora das funções desde meados de 2025, quando passou a ser alvo de apuração interna por suspeitas de falhas na condução da Vara Única de Vila Bela da Santíssima Trindade. O procedimento segue sob sigilo.
A investigação teve início após determinação da Corregedoria-Geral de Justiça, que identificou indícios de problemas no funcionamento da unidade. As inconsistências foram reunidas em um relatório elaborado a partir de inspeções presenciais e também à distância.
Entre os pontos levantados estão a repetição de decisões sem análise individualizada dos casos, acúmulo de processos sem andamento e falhas na realização de audiências. Há ainda registros de remarcações frequentes, além de sessões que sequer ocorreram.
Outro aspecto citado envolve a ausência da magistrada na comarca sem autorização formal do tribunal, além da realização de audiências de custódia por meio virtual.
O levantamento indica que a vara reúne cerca de 2 mil ações em tramitação, sendo mais da metade ainda em fase inicial, sem conclusão.
Tatiana foi nomeada em 2023 e passou a ser investigada menos de dois anos depois, ainda no período probatório — fase em que o desempenho do magistrado é avaliado antes da confirmação no cargo.





