O empresário Idirley Alves Pacheco, de 40 anos, foi condenado a 22 anos de prisão em regime inicialmente fechado pelo assassinato do ex-jogador da seleção brasileira de vôlei Everton Fagundes Pereira da Conceição, de 46 anos, conhecido como “Boi”. A decisão foi proferida pelo Tribunal do Júri nesta terça-feira (14), em Cuiabá.
Além da pena, o réu foi condenado a pagar indenização de 60 salários mínimos por danos morais aos herdeiros da vítima. Como já estava preso preventivamente, Idirley permanecerá detido e começará a cumprir a pena de forma imediata.
O conselho de sentença reconheceu a autoria e materialidade do crime, além das qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. A sentença foi confirmada pela juíza Mônica Catarina Perri, da 1ª Vara Criminal da Capital, que presidiu o julgamento.
Segundo a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o crime foi motivado por ciúmes. O empresário não aceitava o relacionamento da ex-companheira com o ex-atleta e teria planejado a execução.
Everton foi morto na noite de 10 de julho de 2025, dentro de uma caminhonete Amarok. De acordo com as investigações, ele foi atraído pelo acusado com o pretexto de ajudar a esconder um veículo. Durante o trajeto, acabou rendido e obrigado a dirigir até colidir com outro carro, momento em que foi atingido por três disparos.
O ex-jogador morreu ainda no local. Após o crime, o acusado teria descartado a arma e feito ligações com ameaças a familiares da ex-companheira. Ele foi preso três dias depois.
Idirley chegou a confessar o assassinato, mas negou que o motivo fosse ciúmes, alegando uma suposta extorsão por parte da vítima. A versão, no entanto, não foi confirmada pela investigação.





