Otaviano Pivetta (Republicanos) assumiu nesta segunda-feira (31) o cargo de governador de Mato Grosso. Ele governará no lugar de Mauro Mendes (União Brasil), que renunciou ao cargo para concorrer ao Senado na eleição de 2026.
O mandato de Pivetta será de oito meses, período restante do segundo mandato de Mendes, iniciado em janeiro de 2023. A posse foi oficializada em ato na Assembleia Legislativa.
Em discurso, Pivetta afirmou que recebe o cargo compartilhando com o ex-governador Mauro Mendes “o ideal de fazer Mato Grosso progredir”.
“O governo de Mauro, do qual participei, foi o mais municipalista. Tivemos o maior volume de obras em parceria entre Estado e municípios. Quero avisar que isso vai continuar”, disse.
Emocionado, Pivetta relembrou a trajetória política ao lado de Mauro Mendes desde 2008 e homenageou a família. Sobre o mandato, afirmou que dará continuidade à estratégia de parcerias e à busca por qualidade nos serviços públicos.
Discurso de renúncia
Mauro Mendes destacou medidas adotadas ao longo de sete anos e três meses de gestão, começando pelo pacote fiscal de janeiro de 2019, que, segundo ele, ajudou o Estado a pagar contas atrasadas da administração anterior.
Também citou a reforma da previdência estadual, alinhada à reforma nacional, que abriu espaço fiscal para equilibrar arrecadação e pagamento de benefícios.
Mauro agradeceu aos políticos que garantiram maioria de apoio na Assembleia, aos empresários — que protestaram em 2019 contra o arrocho fiscal — e aos servidores públicos.
“O que fizemos ao longo desse tempo foi arrecadar corretamente o dinheiro dos contribuintes e aplicá-lo de forma adequada. Isso tem causado uma revolução na entrega de serviços”, afirmou.
O ex-governador também mencionou “ataques” que ele e sua família receberam durante o mandato. Segundo ele, essas críticas não representam a maioria da população. Aos críticos, disse que a resposta está no crescimento econômico de Mato Grosso e na melhoria dos níveis de ensino público e da saúde.
“Em março de 2019 fui vaiado calorosamente por causa das medidas fiscais. Lembro que, na época, disse que preferia ser vaiado naquele momento para ser aplaudido mais tarde”, declarou.




