Por decisão das famílias, as ossadas dos cinco integrantes do grupo Mamonas Assassinas serão exumadas na próxima segunda-feira (23), quase três décadas após o acidente aéreo que matou os músicos em 1996. A data foi escolhida por anteceder em uma semana os 30 anos da tragédia.
A iniciativa faz parte de um projeto memorial conduzido no BioParque Cemitério de Guarulhos, município onde viviam os integrantes da banda. Após a exumação, os restos mortais serão cremados e as cinzas utilizadas como adubo no plantio de cinco árvores, uma para cada músico.
Segundo a família, a proposta é transformar o luto em homenagem permanente. As cinzas serão colocadas em urnas biodegradáveis, nas quais serão plantadas sementes de árvores como ipê-amarelo, jacarandá e sibipiruna.
“É um projeto inovador. A ideia é que eles se tornem árvores, formando um memorial vivo”, explicou Jorge Santana, empresário do grupo e responsável pela marca, em entrevista à coluna Splash.
Após o plantio, as urnas serão levadas ao Centro de Incubação do BioParque, onde as mudas passarão por acompanhamento técnico contínuo. O objetivo é criar um espaço simbólico de memória e preservação, aberto aos fãs.
O acidente que vitimou Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli marcou profundamente a música brasileira e permanece como um dos episódios mais trágicos da história cultural do país.





