A delegada-geral da Polícia Civil Daniela Maidel diz que as facções criminosas estão descentralizando as suas ações em Mato Grosso. Elas estariam se expandindo para o estelionato como nova fonte de financiamento próprio associado ao tráfico de drogas, que é considerado a principal fonte.
“A gente percebe que as facções não estão limitadas ao tráfico de entorpecentes, elas participam de outras atividades criminosas. No momento, a maior participação é no crime de estelionato. Não está acima do tráfico porque o tráfico ainda é o carro chefe dessas facções”, disse.
A tendência de aumento dos crimes de estelionato e extorsão foi percebida pela polícia no começo do ano. Em março, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) lançou um disque-extorsão para denúncias anônimas contra facções criminosas.
Em janeiro, a Polícia Civil prendeu sete pessoas acusadas de cobrar mensalidade de comerciantes no interior de Mato Grosso para que mantivesse as portas abertas. Um empresário que teria se negado a pagar teve a loja atacada.
Além do tráfico de drogas, a extorsão e o estelionato são atividades comuns de facções criminosas. A diferença entre os dois é que a extorsão ocorre com violência enquanto o estelionato passa por fraude.
Na quinta-feira (27), o governo de Mato Grosso divulgou um balanço do primeiro ano do programa Tolerância Zero contra o Crime Organizado. Apesar de as polícias teriam apreendido mais droga e reduzido no número de assassinatos e roubos, o governo admitiu que os índices de criminalidade continuam altos.




