O vereador Rafael Ranalli (PL) voltou a protagonizar um daqueles momentos que fazem a Câmara de Cuiabá parecer mais um programa de humor do que uma Casa de Leis. O parlamentar apresentou um projeto de lei que proíbe o atendimento médico a bonecas do tipo “bebê reborn” nas unidades de saúde da capital — isso mesmo, bonecas.
Durante a leitura da pauta, a vereadora Katiuscia Mantelli (PSB) não conseguiu conter o riso. Ranalli, incomodado, tentou se justificar dizendo que “em outras cidades” pessoas desequilibradas teriam tentado furar fila do SUS levando bonecas para atendimento.
Muito espanto, nenhum caso
O problema é que casos assim jamais foram registrados em Cuiabá — absolutamente nenhum. Ou seja: não há motivo, nem necessidade, para o projeto existir.
Na verdade, um único caso dessa sandice foi registrado no Brasil, apenas um, em São Paulo…
Um grito de desimportância
Mesmo assim, o vereador insistiu na “importância” da proposta, que acabou rejeitada pela CCJR. A votação, no entanto, foi anulada por falta de quórum — o que prolonga a vida de um texto que, se dependesse do bom senso, nem teria nascido.
Ranalli, já conhecido por propor projetos excêntricos e de apelo midiático, parece ter entendido que polêmica dá mais visibilidade que resultado. E, nesse ritmo, não demora para aparecer uma nova ideia — provavelmente tão útil quanto levar uma boneca ao posto de saúde.





