O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), volta à mesa de negociação com sindicatos da saúde nesta terça-feira (14), às 13h, na sede da Prefeitura. O encontro busca uma solução para o impasse sobre a suspensão do adicional de insalubridade, que pode desencadear greve geral na rede municipal.
A tensão cresceu após o Sindicato dos Médicos (Sindimed-MT) decretar estado de greve em assembleia permanente na noite de segunda-feira (13). Enfermeiros também protestaram em frente à Prefeitura, cobrando diálogo. A condução das negociações pelo Executivo tem sido alvo de críticas de vereadores. Na tentativa de reduzir o clima de conflito, o prefeito chegou a conversar com representantes das categorias em uma reunião improvisada na praça Alencastro.
Além do Sindimed, também participam da reunião o Sindicato dos Profissionais de Enfermagem (Sinpen) e o Sindicato dos Odontologistas (Sinodonto).
Corte de benefício e exigência do MP
A gestão municipal suspendeu o pagamento do adicional de insalubridade alegando cumprimento de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado pela administração anterior com o Ministério Público (MP). O benefício chega a 40% em alguns cargos.
Segundo o MP, o cálculo deve ser feito sobre o salário-base e de acordo com o grau de exposição do servidor. Porém, atualmente, a Prefeitura vinha calculando o valor sobre o salário bruto, incluindo gratificações e outros adicionais. Por determinação do acordo, o município terá 70 dias para revisar todos os pagamentos e corrigir eventuais irregularidades antes de aplicar o corte definitivo.





