A Câmara de Cuiabá aprovou, nesta terça-feira (7), uma proposta que, na prática, blinda os próprios vereadores e o prefeito de futuras cassações. Com 23 votos favoráveis, os parlamentares aprovaram uma Emenda à Lei Orgânica que eleva o número mínimo de votos necessários para tirar alguém do cargo — de 14 para 18 votos, ou seja, dois terços da Casa.
A proposta, de autoria do vereador Demilson Nogueira (PP), foi votada em tempo recorde e não depende de sanção do prefeito Abilio Brunini (PL) para entrar em vigor.
Presidente da casa votou a favor
A presidente da Câmara, Paula Calil (PL), também votou a favor. Entre os apoiadores estão nomes como Michelly Alencar, Dilemário Alencar, Cezinha Nascimento, Rafael Ranalli e Maria Avalone — todos unificados na missão de “proteger o mandato”.

O argumento usado em plenário foi de que a mudança “alinha” a legislação municipal ao que já é praticado no Congresso Nacional. Segundo o vereador Daniel Monteiro (Republicanos), a medida apenas “corrige uma inconsistência jurídica”. “Não tem ninguém aqui querendo subverter a lógica, nem defender bandido”, afirmou.
Retrocesso
A votação mostra um retrocesso na transparência e no controle político, justamente num momento em que parte da população cobra mais rigor da Câmara diante de denúncias e crises.
Já ta valendo
O texto foi aprovado com 23 votos favoráveis e não precisa da sanção do prefeito Abilio Brunini (PL) para ser promulgado, entrando em vigor após a publicação oficial.
Veja como cada vereador votou





