O governador Mauro Mendes disse que as leis trabalhistas precisam se atualizar para incorporar a geração Z ao mercado. O modelo atual já teria entrado no contrassenso e espanta a mão de obra ao invés de atraí-la
“É um contrassenso termos leis que supostamente protegem [os empregados], mas que [na verdade] empurram milhares para fora do Brasil, em busca de trabalho pesado e mal remunerado, mas que paga mais do que aqui”, disse.
A geração Z (zoomers) abrange as pessoas que nasceram entre o fim da década 1990 e o início da década de 2010, geralmente entre 1997 e 2012. É considerada a primeira geração nascida num ambiente digital, em que celulares e redes sociais são partes da vida deles desde o começo.
Conforme o governador, as leis brasileiras são referentes a um tempo em que o modelo de trabalho e a renda não incluem o mercado que surgiu com a internet e possiblidade de trabalho remoto, por exemplo. A proteção dada pelas leis também é para o ambiente mais analógico.
“Hoje a realidade é outra. Muitos jovens buscam outro tipo de relação de trabalho e querem produzir mais, mas enfrentam entraves criados por burocracias que não geram valor para a sociedade brasileira”, comentou.
O governador também apontou um problema mais político do conjunto de regras. A proteção governamental, com programas de assistência social de ajuda financeira, também se chocaria com a perspectiva da nova geração.




