Crônicas Policiais

TJ mantém liberdade de PMs acusados de forjar confronto após morte de Renato Nery

Foto de Lucas Bellinello
Lucas Bellinello

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu, por unanimidade, negar um recurso do Ministério Público Estadual (MPE) e manter soltos os quatro policiais militares da Rotam acusados de fraudar um tiroteio para plantar armas ligadas ao assassinato do advogado Renato Nery.

A decisão foi tomada pela Terceira Câmara Criminal, que acompanhou o voto da relatora, desembargadora Christiane da Costa Marques Neves. O acórdão foi publicado nesta terça-feira (16).

Segundo a magistrada, apesar da gravidade das acusações, não há elementos concretos que justifiquem a manutenção da prisão preventiva. “A mera gravidade dos delitos em debate, bem como o fato de envolver agentes públicos, não constitui fundamento idôneo para manter a segregação cautelar”, destacou.

Os PMs Jorge Rodrigo Martins, Wailson Alesandro Medeiros Ramos, Wekcerlley Benevides de Oliveira e Leandro Cardoso já haviam sido soltos no dia 29 de maio, por decisão do juiz Francisco Ney Gaíva, da 14ª Vara Criminal. Para a relatora, o inquérito foi concluído com coleta de provas e depoimentos, e os réus colaboraram com as investigações, sem registros de obstrução.

Confronto forjado

Os quatro policiais respondem por homicídio, duas tentativas de homicídio, fraude processual, porte ilegal de arma de fogo e organização criminosa.

De acordo com a denúncia, eles forjaram um confronto na madrugada de 12 de julho de 2024, no bairro Pascoal Ramos, em Cuiabá, uma semana após o assassinato de Renato Nery. Na ocasião, alegaram ter revidado disparos de suspeitos que haviam roubado um carro, resultando na morte de um deles e em ferimentos em outro.

No entanto, perícia realizada no local não encontrou cápsulas compatíveis com as pistolas descritas no boletim de ocorrência. A suspeita é que os PMs tenham plantado duas armas — uma Glock, que teria sido usada no homicídio de Nery, e uma Jericho.

Testemunhas reforçaram a versão de fraude. A vítima do roubo relatou à polícia que os criminosos estavam armados apenas com uma réplica adquirida pela internet.

Assassinato do advogado

Ex-presidente da OAB-MT, Renato Nery foi baleado na cabeça no dia 5 de julho de 2024, quando chegava a seu escritório, na Avenida Fernando Corrêa, em Cuiabá. Ele chegou a ser socorrido e passou por cirurgias, mas morreu no dia seguinte.

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