A indústria funerária americana — sim, funerária! — abraçou a inteligência artificial com um entusiasmo surpreendente. Ferramentas de IA estão sendo usadas para escrever obituários para famílias que, paralisadas pela dor do luto, não conseguem encontrar as palavras certas. E essa não é a única utilidade da AI nesse ramo.
A adoção da IA por funerárias ganhou atenção depois de uma reportagem do The Washington Post que contou a história de Jeff Fargo. Dois dias após a morte de sua mãe, ele usou o ChatGPT para escrever um obituário para ela.
Ao jornal, ele disse que passou uma hora descrevendo a vida de sua mãe para a ferramenta de IA e o resultado foi um texto que “capturou a essência dela”, uma amante de golfe e cães. “Eu não estava mentalmente em um lugar onde eu pudesse dar à minha mãe o que ela merecia. E a IA fez isso por mim”, disse Fargo ao The Washington Post.
Por que (e como) a indústria funerária está usando a IA?
A adoção foi tamanha que já existem ferramentas de IA direcionadas para a indústria funerária. A Passare já escreveram dezenas de milhares de obituários , enquanto concorrentes como Afterword e Tribute oferecem recursos semelhantes.
Mas as funcionalidades podem ir muito além da escrita de obtuários. A Batesville, empresa fabricante de caixões noss Estados Unidos, tem uma ferramenta de IA que recomenda produtos funerários com base nos hobbies e crenças do falecido. E uma empresa chamada Nemu até já ganhou o 2º lugar em um prêmio de inovação por usar inteligência artificial para catalogar e avaliar pertences deixados para trás.
Muitas funerárias, no entanto, recorrem ao “bom e velho” ChatGPT mesmo. Em vários casos, os clientes sequer ficam sabendo disso, uma forma de poupar as famílias de “detalhes sensíveis”, disse um funcionário de uma funerária na Filadélfia ao Washington Post.




