O presidente do PL (Partido Liberal) em Mato Grosso, Ananias Filho, disse que a sigla não irá liberar filiados a migrar para outros partidos para disputar a eleição de 2026. A hipótese estaria descartada, inclusive com a possibilidade de o diretório cobrar o investimento na campanha 2024.
“O PL não irá liberar ninguém para disputar eleição em outro partido, porque nós não somos imbecis de patrocinar a campanha eleitoral e depois fortalecermos adversários nossos. Como diz o ditado pode tirar o cavalo da chuva. É um recado para todos que têm mandato”, afirmou.
Ananias deu o aviso ao comentar a situação dos vereadores em Várzea Grande. Caio Cordeiro e Bruno Rios demonstram insatisfação com o partido. Caio chegou a criticar publicamente a prefeita Flávia Moretti (PL) pelo que considera demora na resolução dos problemas.
O confronto recente entre eles de novo precisou da intervenção política de Ananias Filho em Várzea Grande. No começo do ano, ele já havia apaziguado uma crise entre Flávia Moretti e o vice-prefeito Tião da Zaeli (PL). Na ocasião, a prefeita inclusive teria tentado mudar o comando do diretório municipal para colocar seus aliados na direção.
O recado do presidente é que essas e outras crises não serviram de alvará para que os políticos em mandato peçam para a sair o partido. O pressuposto seria já o início de articulação para 2026.
Ananias Filho afirmou que está com disposição para iniciar processos de ressarcimento do dinheiro que o partido usou nas campanhas deles. Segundo o líder, os filiados a lidar politicamente com a crises internas.
“Nesses anos todos de PL, eu também tive momentos de insatisfação, mas temos que resolver democraticamente dentro do partido. Se sair do partido buscando [já a construção de candidatura], nós vamos buscar também o que colocamos na campanha, eu tenho toda capacidade de acionar qualquer um para buscar esses valores”, disse.
A legislação brasileira permite que os filiados possam trocar de partido em qualquer momento, exceto aqueles que estão no exercício de mandato. Eles têm um período específico e pré-determinado, conhecido como janela partidária, para a migração. A janela é aberta alguns meses antes do início da campanha eleitoral.




