O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), relaxou a prisão preventiva do lobista Andreson de Oliveira Gonçalves para prisão domiciliar. A defesa disse que o empresário sofreu “grave piora da saúde” desde que foi preso em novembro de 2024.
A Procuradoria Geral da República (PGR) concordou com a alegação e o ministro Zanin aceitou a flexibilização. Andreson de Oliveira cumprirá a prisão domiciliar em Primavera do Leste (240 km de Cuiabá), que deverá ser acompanhada por medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica.
O empresário foi preso no dia 26 de novembro do ano passado, no cumprimento de ações judiciais da Operação Sisamnes. A PF investiga indícios de um esquema de venda e compra de sentenças, que envolveria membros do Judiciário em vários Estados, incluindo o Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Conforme a apuração até o momento, Andreson de Oliveira seria o responsável por negociar a compra de decisões de desembargadores, juízes, e assessores de gabinetes com clientes interessados em processos judiciais.
A investigação do suposto esquema de corrupção partiu da análise de dados encontrados no telefone celular do advogado Roberto Zampieri, morto no final de 2023 em Cuiabá. Ao menos três magistrados de Mato Grosso já foram alvos de operações por indícios de participação.
A Polícia Federal concluiu a análise de informações que envolvem os desembargadores Sebastião de Moraes Filho e João Ferreira Filho, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), e entendeu que eles praticaram crime de corrupção passiva. Os desembargadores estão afastados do cargo desde agosto de 2024.




