O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, afirmou que o “histórico de má-gestão” do Consórcio Intermunicipal de Saúde Vale do Rio Cuiabá pode ter sido motivo para a saída da Capital.
“É uma decisão de cada município de aderir ou não aos consórcios, temos consórcios muitos especializados que prestam serviços importantes [ao SUS], mas o histórico de má gestão nesse consórcio deve ter sido motivo para a saída de Cuiabá. Espero que haja uma reconsideração”, disse.
Os consórcios são grupos formados por vários municípios para ações conjuntas, no caso da saúde, para a compra de remédios e produtos em grande quantidade e valor menor do que o oferecido a uma cidade isoladamente.
O Consórcio Vale do Rio Cuiabá é composto por 11 cidades. Mas no dia 14, o prefeito Abilio Brunini anunciou que Cuiabá deixaria o grupo por ter um modelo de administração compatível com o seu. Ele disse não ver “viabilidade técnica e econômica” para a manutenção do acordo.
“Várias situações em compra de insumos, medicamentos e serviços, que eram feitas via Consórcio, acabaram acontecendo de uma forma diferente da conduta que defendemos na gestão de Cuiabá. Dessa forma, não vimos mais interesse ou viabilidade técnica nem econômica de seguir uma parceria via consórcio”, disse.
Hoje, o conselheiro de Contas, Guilherme Maluf, pediu que o prefeito reconsidere a sua decisão de desistir do acordo. Segundo Maluf, a compra conjunta gera economia para os componentes. Neste ano, já teria havido redução de 30% nos gastos.




