O governador Mauro Mendes determinou ao secretário de Segurança Pública, coronel César Roveri, que apure o vazamento de inquérito que investigou 14 deputados estaduais por suspeita de desviarem dinheiro de emendas parlamentares.
A ordem foi expedida ontem (26) após o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, enviar ofício com o pedido de investigação. Russi afirma, no ofício, que o inquérito tem caráter sigiloso e ainda está sob investigação do Ministério Público (MPFMT).
“Referido documento, de natureza sigilosa e ainda sob apuração no âmbito do Ministério Público e do Poder Judiciário, passou a circular de forma indevida em canais não oficiais, acarretando a exposição de parlamentares e colocando em risco o devido processo legal, o direito à ampla defesa e o equilíbrio entre os Poderes”, trecho do documento.
O deputado estadual Carlos Avallone (PSDB) foi quem pediu à presidência da Assembleia Legislativa para encaminhar o pedido de averiguação. Ele aparece como o político mais próximo ao empresário Alessandro do Nascimento, que teria sido beneficiado pelo desvio de dinheiro das emendas.
Informações sobre o inquérito foram publicadas há duas semanas pelo site Uol. Segundo a reportagem, Avallone teria destinado R$ 10 milhões em emendas para a compra de kits agrícolas, via a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) com o Instituto Pronatur.
Ontem, após audiência com o controlador-geral do Estado, Paulo Farias, o deputado Carlos Avallone eximiu o órgão de suposto político na apuração dos fatos e direcionou a suspeita de vazamento para Delegacia de Combate à Corrupção (Deccor).
O controlador-geral disse que, no relatório montado pelo órgão, não existe qualquer referência a deputados estaduais nem indicação de envolvimento de políticos na suspeita de sobrepreço dos kits agrícolas. As compras foram investigadas na Operação Suserano, deflagrada em setembro de 2024.




