O ex-comandante do Exército, general Júlio César de Arruda, negou que impediu a entrada da Polícia Militar no quartel-general em Brasília no dia 8 de janeiro de 2023 e se recusado a prender vândalos envolvidos na depredação de prédios públicos.
O general cuiabano afirmou que o modo como a ação foi executada teve coordenação com o governo Lula em conversa com Flávio Dino, à época ministro da Justiça, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o ministro de Defesa, José Mucio.
“Quando começou a acontecer aquilo tudo, fui ao QG coordenar as ações e acompanhar os acontecimentos. E de noite, quando parte dos manifestantes estavam voltando, o general Dutra General Gustavo Henrique Dutra de Menezes, antigo comandante militar do Planalto] me ligou e disse que a polícia iria prender todo mundo. Eu falei que teria que ser coordenado. Chamei o interventor ao QG e tivemos uma conversa para coordenar”, disse.
O general Júlio César de Arruda foi ouvido hoje (22) pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) no processo sobre a suposta tentativa de golpe de Estado no fim do mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ele tinha sido nomeado comandante-geral do Exército por Bolsonaro e foi mantido no posto no primeiro mês de governo de Lula. O general depôs como testemunha do ex-ajudante de serviços de Bolsonaro, Mauro Cid.
Mas não deu resposta clara ao questionamento dos ministros da Primeira Turma em pontos considerados decisivos sobre o enredo da tentativa de golpe, apesar de Cid dizer no depoimento hoje “o general conversava comigo diariamente”.




