O juiz Moacir Rogério Tortato, da 11ª Vara Criminal de Cuiabá, suspendeu o processo contra o capitão BM Daniel Alves de Moura e Silva e o soldado BM Kayk Gomes dos Santos. A defesa do capitão disse que suspeita da imparcialidade do juiz Heitor Alves de Souza.
O magistrado é responsável pelo julgamento dos militares no caso da morte do aluno-soldado dos bombeiros Lucas Veloso Perez. A decisão cancelou a audiência de instrução do julgamento que estava marcada para hoje (22).
Segundo a defesa, o juiz Heitor Alves de Souza, que ocupa o cargo de tenente-coronel militar, era o corregedor-geral do Corpo de Bombeiros na época em que Lucas Veloso Perez morreu durante o treinamento na Lagoa Trevisan, em Cuiabá. A sobreposição dele no caso o tornaria suspeito de parcialidade no julgamento.
LEIA TAMBÉM
Mauro Mendes quer a expulsão do BM Daniel Alves de Moura
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) acusa o capitão Daniel Alves de Moura e Silva e o soldado Kayk Gomes dos Santos de homicídio do aluno dos bombeiros.
O MP diz que o capitão, responsável pelo treinamento, em fevereiro de 2024, assumiu o risco da morte do soldado Lucas Veloso Perez ao comandar que ele não usasse equipamento salva-vidas na travessia a nado. A natação foi antecedida por uma corrida de chegada até a lagoa.
Segundo o MP, o soldado Lucas Veloso teria pedido socorro algumas vezes, mas o capitão teria insistido que ele não usasse o salva-vidas. Lucas não fez a travessia, pois passou mal, afundou na água e voltou à superfície sem pulsação.
O soldado Kayk Gomes seria responsável por auxiliar os alunos durante a atividade. O capitão e ele foram acusados pelo Ministério Público de homicídio duplamente qualificado.




