Mato Grosso tem o segundo menor índice de desigualdade de renda no país. A média em 2024 ficou em 0,442, atrás apenas de Santa Catarina, onde os patamares de renda entre os mais ricos e os mais pobres tem a menor diferença (0,432).
A situação de renda é medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com o Índice Gini. A pontuação vai de 0 a 1 e quanto mais próximo do zero estiver a resultado de Estados ou do país menor é a concentração de renda.
A avaliação da distribuição no ano passado foi divulgada na quinta-feira (8) pelo IBGE. A diferença de renda dentre trabalhadores em Santa Catarina e Mato Grosso é menor do que a média brasileira (0,506).
Segundo o Índice Gini, Mato Grosso ocupa a 7ª posição entre os maiores rendimentos médios mensais domiciliares per capita, com R$ 2.235, valor acima da média nacional (R$ 2.020).
Esse rendimento considera o total de recursos recebidos por todos os moradores de um domicílio, dividido pelo número de pessoas, e inclui salários, aposentadorias e pensões, rendas de aluguel e benefícios sociais.
Ainda segundo o estudo, 79,4% da renda domiciliar no Centro-Oeste vem do trabalho, a maior proporção do país. Apenas 2,6% da renda domiciliar na região vêm de programas sociais, como o Bolsa Família. No Norte, os programas de assistência correspondem a 8,2% da força econômica, e no Nordeste 9,4%.
Em Mato Grosso, 13,7% dos domicílios têm beneficiários do programa, frente a uma média nacional de 18,7%. Para comparação, esse percentual é de 41,3% no Maranhão e de 4,4% em Santa Catarina.
O levantamento ainda mostra que os 40% da população mato-grossense com menor rendimento recebiam R$ 824 por pessoa no domicílio, o 5º mais alto do país, atrás apenas de Santa Catarina (R$ 997), Rio Grande do Sul (R$ 892), São Paulo (R$ 839) e Paraná (R$ 826).
A média nacional foi de R$ 601. Esse é o maior valor registrado para esse grupo desde o início da série do IBGE, o que reflete melhora no poder de compra das famílias de menor renda.