O empresário João Jorge Souza Catalan transferiu R$ 150 mil para conta bancária de José Márcio da Silva Cunha, que aparece como indicado pelo vereador sargento Joelson (PSB) a receber o dinheiro. As transferências foram feitas quatro parcelas após a aprovação de projetos de lei na Câmara de Cuiabá.
A informação está em uma linha do tempo montada pela Delegacia de Combate à Corrupção (Deccor) no inquérito da Operação Perfídia, deflagrada na terça-feira (29). A Câmara aprovou em 2023 projetos de lei que parcelaram as contas da Prefeitura de Cuiabá e liberaram o recebimento de dinheiro do governo federal.
A hipótese da investigação é que as aprovações tenham beneficiado a empresa HB20 Construções, empreiteira da obra da avenida Contorno Leste. Segundo a Deccor, a suposta propina foi paga depois que a empresa recebeu R$ 4,8 milhões da prefeitura, a maior quantia do ano de 2023.
A linha do tempo de transações financeiras começa no dia 1º de maio de 2023 e vai até o dia 1º de dezembro de 2023. As mensagens da prefeitura foram votadas no dia 21 de setembro. Nos quatro meses anteriores, a HB20 Construções havia recebido três parcelas do contrato.

Mas, quando a Câmara votou as dívidas da prefeitura, já havia dois meses sem pagamento. Com o andamento da votação, a empresa voltou a receber no dia 28 de setembro, uma semana depois da conclusão do trâmite.
As transferências para a conta bancária de José Márcio da Silva Cunha foram realizadas entre os dias 10 e 18 de outubro. Foram duas transferências de R$ 50 mil e mais duas de R$ 25 mil.
A investigação da Deccor aponta José Márcio da Silva Cunha como sócio de duas empresas em Cuiabá, uma pousada pesqueira e uma factoring.




