O governador Mauro Mendes pediu ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso que decida pela exoneração do capitão Daniel Alves de Moura e Silva, indiciado pela morte do aluno do Corpo de bombeiros Lucas Veloso.
Em decisão publicada no Diário Oficial, o governador diz que não há condições de o capitão permanecer na corporação por causa materialidade das acusações contra ele.
“[O governo resolveu] acolher o relatório do Conselho de Justificação (formado por coronéis bombeiros), uma vez que os elementos constantes demonstram a materialidade e a autoria das acusações imputadas ao servidor militar processado, de modo que não reúne condições para permanecer nos quadros do Corpo de Bombeiros”, diz a publicação.
O aluno Lucas Veloso morreu durante um treinamento aquático dos bombeiros na Lagoa Trevisan, em Cuiabá, no dia 27 de fevereiro de 2024. O capitão Daniel Alves de Moura e Silva é réu no processo criminal, junto com o soldado Kayk Gomes dos Santos, ambos acusados de homicídio.
O Conselho de Justificação contra ele foi aberto no dia 10 de setembro e suspenso no dia 23 de outubro do mesmo ano. O Conselho tem objetivo administrativo e disciplinar, de saber se o capitão tinha condições de permanecer membro dos bombeiros.
Justiça Militar
Na mesma publicação de exoneração, o governo remeteu o processo para o Tribunal de Justiça para que “os feitos” de que capitão é acusado sejam julgados.
O capitão D. Alves responde a processo penal na Vara de Justiça Militar, cujo julgamento deve ser retomado no próximo dia 22 de maio.




