Médicos nos Estados Unidos estão usando ondas sonoras e água para tratar casos de câncer de fígado. E a taxa de sucesso dos procedimentos tem variado entre 85% a 95%.
A técnica levou 20 anos para ser desenvolvida. Ela recebeu aprovação da Food and Drug Administration (a Anvisa americana) em 2023 e se chama histotripsia.
Segundo artigo publicado no site Johns Hopkins Medicine, funciona assim:
- ondas de som são direcionadas para o ponto onde o tumor está localizado
- as ondas criam micro bolhas de ar dentro do tumor
- as bolhas de ar estouram e, com isso, danificam as células do câncer
- os resíduos desse câncer liquefeito são eliminados pelo próprio organismo do paciente
Entre as vantagens do novo tratamento está, em primeiro lugar, o fato de que não são necessários cortes. Os pacientes são anestesiados apenas para evitar que sintam alguma dor ou desconforto.
O procedimento é tão “simples” que muitas pessoas recebem alta no mesmo dia.
Além disso, segundo os médicos ouvidos pela ABC 7, as ondas sonoras e bolhas de ar não danificam outras partes do corpo do paciente, somente o ponto para onde foram direcionadas.
Na reportagem abaixo (vídeo em inglês), a ABC 7 explica o que a água tem a ver com o tratamento. Ela é usada para eliminar o ar entre o aparelho que produz as ondas de som e o corpo do paciente.
Outra vantagem da histotripsia é que, com essa técnica, os médicos conseguem mirar e acertar tumores muito pequenos, até do tamanho de um grão de arroz.
Por enquanto, a técnica está aprovada apenas para casos de câncer no fígado, um órgão que tem o poder de se regenerar. Entretanto, pesquisadores estão otimistas com as possibilidades de expadir o tratamento para outros tipos, como o câncer de mama.
Os pacientes mais indicados a receberem esse novo tratamento, segundo o artigo do site Johns Hopkins Medicine, são os que:
- têm tumores com menos de 4 centímetros
- têm 3 tumores ou menos
- têm tumores em locais difíceis de serem tratados “tradicionamente”