Carregando...
EleiçõesEleições 2024Política

MP Eleitoral denuncia suposto esquema de compra de votos em eleição

compra de votos
Foto de Redação
Redação

O Ministério Público Eleitoral (MPE) ajuizou uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral cumulada com Representação por Captação Ilícita de Sufrágio contra a chapa “Vamos Juntos Seguir em Frente”, composta pelo prefeito Edelo Marcelo Ferrari e a vice-prefeita Roseli Borges de Araújo Gonçalves, e contra o vereador Gilmar Celso Gonçalves, conhecido como “Gilmar da Obras”.

A ação aponta uma série de supostas irregularidades nas eleições de 2024 em Brasnorte (a 590 km de Cuiabá), entre as quais está a suposta compra de votos, que envolveria o transporte de indígenas para a votação, a oferta de dinheiro, combustível e até frangos congelados ao povo indígena Enawenê-Nawê.

Além disso, segundo o MPE, as investigações apontaram que teria ocorrido intenso aliciamento de indígenas com oferta de vantagens para que transferissem o domicílio eleitoral para Brasnorte, apesar de a Terra Indígena estar localizada no território dos municípios de Juína, Comodoro e Sapezal.

A ação, ajuizada pelo promotor Eleitoral Jacques de Barros Lopes, pode resultar na cassação dos registros ou dos diplomas do prefeito, da vice-prefeita e do vereador, todos reeleitos. Ainda, declaração de inelegibilidade por 8 anos para Edelo e Gilmar, bem como aplicação de multa de até R$ 53.205 e anulação do pleito no município.

Além do prefeito, da vice-prefeita e do vereador, outras 4 pessoas também foram representadas.

A denúncia destaca que os votos dos indígenas Enawenê Nawê foram determinantes para o resultado do pleito. Dos 107 eleitores transferidos para Brasnorte, 96 votaram, representando um índice de abstenção muito inferior à média do município.

Na véspera da votação, dois ônibus foram enviados à aldeia indígena para transportar eleitores. A ação foi interrompida pelo Exército Brasileiro após denúncias de irregularidades. Apesar da proibição, os indígenas utilizaram veículos próprios, com combustível custeado por aliados da chapa, para comparecer às urnas.

O Ministério Público Eleitoral baseou sua denúncia em vídeos, depoimentos e registros de transferências bancárias. A investigação também apontou a participação ativa de servidores municipais, como Rogério Gonçalves, subsecretário de infraestrutura, e João Gomes da Silva Júnior, diretor de iluminação da Secretaria de Infraestrutura, que foram responsáveis pela logística e pelos pagamentos relacionados às irregularidades.

(Com Assessoria)

Notícias em primeira mão

Junte-se à nossa comunidade exclusiva no Whatsapp e seja notificado sobre os furos de reportagem e análises profundas antes de todos.

Últimas Notícias

Geral

PIB de Mato Grosso cresce quatro vezes mais que o do Brasil e Estado assume o 10º lugar no ranking nacional

Riqueza gerada saltou para R$ 273 bilhões. Agropecuária, liderança no etanol de milho e atração de indústrias puxam o desenvolvimento histórico
Geral

Hospital Metropolitano adota consultas em grupo para acelerar cirurgias bariátricas pelo SUS

Nova modalidade em Várzea Grande reúne pacientes e acompanhantes para tirar dúvidas coletivas, otimizar a agenda médica e criar uma rede de apoio antes da operação
Geral

Idoso morre após passar mal dentro de ônibus em Cuiabá

Passageiro de 70 anos sofreu mal-estar durante viagem na linha 302.
Oportunidades

Concurso em Primavera do Leste oferece salários de até R$ 16,3 mil

Edital prevê vagas para 32 profissões em diferentes níveis de escolaridade.