A Polícia Federal diz ter indícios de doação de “laranjas” para a campanha eleitoral de Alei Fernandes (União Brasil) à Prefeitura de Sorriso. O delegado responsável pelo caso, Tiago Marques Pacheco, diz que foram identificadas transações financeiras ilegais para o candidato.
Empresários de Sorriso (398 km de Cuiabá) seriam a fonte do dinheiro, que teria ajudado a pagar os gastos de campanha por meio de caixa 2. Alei Fernandes foi eleito no dia 6 de outubro com 51% dos votos válidos.
“Elementos colhidos [na investigação preliminar] indicam que várias transações financeiras foram realizadas por empresários locais para custear a campanha eleitoral de forma ilegal, com pessoas jurídicas, pessoas interpostas (laranjas) e com dinheiro não contabilizado na prestação de contas [à Justiça Eleitoral]”, disse o delegado.
Alei Fernandes é alvo da Operação Rustius, deflagrada nesta quarta-feira (04.12). Ele é suspeito de crimes de abuso de poder econômico, compra de votos e caixa 2. O fato que deu início à investigação foi a detenção de Nei Francio, 3 dias antes do dia de votação, com R$ 300 mil em espécie em um carro na BR-163.
Nei Francio também aparece como o doador à campanha de Alei Fernandes. A detenção também serviu base a uma ação eleitoral em que Leandro Damiani (MDB), candidato derrotado em Sorriso, pede o cancelamento da eleição de Alei.




