Um homem de 66 anos, identificado como Ari da Silva de Abreu, foi assassinado no início da noite da última quarta-feira (30), em seu bar, no Bairro Esperança, em Vera (455 km de Cuiabá), e sua esposa foi gravemente ferida por ao menos 5 tiros.
Os acusados são o enteado de Ari, de 21 anos, filho da esposa também alvejada, e um amigo de 22 anos. Questionado, o enteado demonstrou satisfação com o crime e justificou afirmando que o padrasto havia estuprado sua irmã mais nova e a mãe havia acobertado.
Assassinato do padrasto
A Polícia Militar foi acionada logo após o crime e encontrou Ari já morto. Já a esposa, havia sido socorrida e encaminhada a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
Consta no boletim de ocorrência que Ari já havia registrado um boletim de ocorrência contra o enteado por uma tentativa de homicídio, devido a um desentedimento antigo entre os dois, e que no dia desse outro crime, foi descrito pela vítima que havia outro homem junto com o enteado, com as mesmas características do que estava presente no dia em que o assassinato foi concretizado.
Os policiais que atenderam a ocorrência dessa quarta-feira (30) conseguiram conversar com uma testemunha, que contou ter ouvido barulho de motocicleta chegando rapidamente à casa da família e, em seguida, ouviu vários disparos e a moto acelerando, como se estivesse fugindo.
Os militares isolaram a residência até a chegada da Polícia Civil. No local havia bastante sangue. Foram encontrados 7 estojos de munição calibre 380 dentro do bar e nos arredores. A análise inicial do corpo apontou que Ari foi atingido, ao menos, por 5 tiros, sendo a maioria no pescoço.
Após ver o local do crime, os policiais militares foram até a UPA para falar com a vítima sobrevivente, que estava consciente e conseguiu relatar que ouviu um barulho de motocicleta e, em seguida, desceu um homem magro, de estatura mediada e bigode fino, vestido de preto, sacou um revólver e atirou em seu esposo.
Ela contou aos militares que tentou correr pelos fundos da casa, em direção a um mercadinho. Porém, o atirador a viu e atirou em sua direção, acertando um tiro em uma mama esquerda, dois na mama direita, um no braço direito e um na pelve esquerda. Apesar dos ferimentos, o quadro clínico desta vítima é estável.
Prisão do enteado
Os policiais mostraram à mulher uma fotografia atualizada de um dos possíveis suspeitos e ela o reconheceu imediatamente como o atirador. Ela disse, ainda, que acreditava que ele estava com seu filho no último final de semana, quando ele tentou matar seu esposo; e que a pessoa que pilotava a motocicleta hoje tinha as características físicas do seu filho.
Por fim, a mulher afirmou que acreditava que o crime havia sido cometido a mando de seu filho, pois não era a primeira vez que ele tentava matar o padrasto.
Os policiais foram até a casa dos suspeitos, que moram próximos, e os dois apresentaram versões diferentes sobre onde estavam, chegando até mesmo a mudar suas próprias versões.
O acusado de ser o atirador tentou alegar que havia tomado banho e ficado com o amigo, mas suas vestes estavam sujas e eram idênticas à descrita pela vítima como a que o atirador usava no crime.
Eles também tentaram falar que estavam bebendo em uma conveniência, mas não tinham cheiro de álcool. A mãe do suspeito de ser atirador também o desmentiu dizendo que ele não estava na casa com o amigo o tempo todo, como na primeira versão que os dois tentaram falar.
Segundo o boletim de ocorrência, os dois “demonstraram frieza e pouco caso com as vítimas” e o enteado de Ari e filho da vítima sobrevivente demonstrou “certa satisfação ao saber da morte do sr. Ari, pois, segundo ele, o sr. Ari teria estuprado sua irmã mais nova e sua genitora teria acobertado todo o crime de estupro”.
Os dois foram presos e encaminhados para a delegacia algemados. O celular da vítima e um cartão de memória da câmera de videomonitoramento da casa foram apreendidos e auxiliarão na investigação do caso, registrado como homicídio doloso tentado e consumado.




