Na reta final da campanha, os candidatos a prefeito de Cuiabá Abílio Brunini (PL) e Lúdio Cabral (PT) exploraram as relações pessoais com o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), pelo viés negativo, como modo de aumentar a rejeição ao adversário. A exposição do assunto no debate nessa terça-feira (22) causou uma manifestação do prefeito.
O assunto foi iniciado por Abílio Brunini que vê “apoio indireto” de Emanuel Pinheiro à campanha de Lúdio. A lógica dele parte de vídeo postado em redes sociais que mostra o vice José Roberto Stopa (PV) pedindo voto ao petista.
O evento de sábado (19) teria acontecido em uma escola pública e gerou um processo por crime eleitoral, por causa de suposto cooptação de professores. O lado de Lúdio nega a versão. Mas Abílio tirou do fato que Emanuel estaria nos bastidores da campanha.
“Se o vice-prefeito está pedindo voto, se o secretário de Saúde também está pedindo voto, ora, onde tem fumaça, tem fogo. Ele [Emanuel] não quer aparecer na campanha porque sabe da rejeição de 70% que tem em Cuiabá”, disse.
Lúdio Cabral negou que tenha o apoio de Emanuel Pinheiro e disse que a participação de Stopa na sua campanha é natural. Stopa é presidente do PV (Partido Verde), membro da federação com PT e PCdoB.
Num contra-ataque mais direto, Lúdio lembrou da campanha que Abílio fez com Emanuel Pinheiro em 2016, em que pediu voto ao então candidato a prefeito de Cuiabá.
No começo da noite de ontem, circulavam em redes sociais fotos e vídeos de Abílio ao lado de Emanuel Pinheiro e Niuan Ribeiro, então candidato a vice, em atos de campanha 9 anos atrás.
“O Emanuel é um problema dele, eu nunca tive nada a ver com isso. O candidato adversário é que se olha no espelho toda manhã e vê o Emanuel. Ele tem que resolver o problema com Emanuel”, disse Lúdio.
Centro não presencial no debate, o prefeito Emanuel Pinheiro publicou um vídeo em redes sociais para contestar Abílio. Lembrou de uma suposta lista de 35 indicados que Abílio teria apresentado para cargos na prefeitura e negou que apoia Lúdio.
“Eu já disse e mantenho a minha fala de que apoiei o [Domingos] Kennedy (MDB) e não estou apoiando ninguém agora. E depois do período das eleições, eu vou desmentir ponto por ponto do que estão dizendo”, disse Emanuel.




