O governador Mauro Mendes disse que o desempenho do União Brasil nas eleições foi positivo, apesar da derrota em primeiro turno em Cuiabá. O partido elegeu candidatos em 60 prefeituras das 142 em disputa. O número é quase o triplo dos 22 eleitos pelo PL (Partido Liberal), o segundo colocado.
“Cresceu o partido do que éramos no início. Está muito bem solidificado no estado e, acima de tudo, respeitamos os [partidos políticos] parceiros. Não houve uma tentativa do União Brasil de abocanhar todas as prefeituras”, disse.
A perspectiva do governador é que o União vai comandar quase a metade das cidades em Mato Grosso a partir de 2025 num cenário em que foi preciso abrir espaço para outros partidos do arco de aliança. O toma lá, dá cá é um fator histórico da política brasileira, que tenta acomodar a hierarquia partidária para todos se darem bem.
“Muitos [candidatos] parceiros que ensaiaram migrar para o União Brasil nós deixamos com [partidos] parceiros, porque é assim que se faz política, não só para o seu partido. Você faz com todos e principalmente com aqueles que te apoiam”, afirmou o governador.
Em 2022, Mauro Mendes recebeu o apoio de 140 prefeitos na campanha de reeleição a governador. A pré-campanha deste ano ele disse que tentaria retribuir o apoio a esses prefeitos. Mas a estratégia final foi deixar espaço para os demais partidos apoiadores.
O cenário político estadual a partir de agora é predomínio do centro à direita. União Brasil e PL somam 82 prefeitos sob comando, com maior relevância para o grupo do governador, que está mais ao centro do que os liberalistas.




