O prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro disse que as suspeitas de crime e disfunção na Secretaria de Saúde são uma orquestração política de seus adversários. Para ele, sua gestão é comparável à do ex-prefeito Dante de Oliveira, no início da década de 1990.
A declaração foi feita em entrevista à rádio Cultura FM nesta semana. Emanuel Pinheiro disse que a sua tarefa após o fim do mandato será “tirar” essa imagem dos oito anos de gestão, a encerrar em dezembro.
“Quero tirar essa nuvem de fumaça que, propositalmente, os meus adversários jogaram para confundir a população e dizer que a Saúde está um caos, é um antro de corrupção, uma sacanagem pura com o único interesse de atingir o prefeito”, disse.
De novo, para o prefeito, a sua gestão poderia ser lembrada com qualidade acima da média, na área da saúde, com a inauguração do HMC (Hospital Municipal de Cuiabá). Ele citou outras obras que poderiam ser incluídas na avaliação, para elevar o resultado positivo.
“Fiz duas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), aumentei as equipes de saúde bucal, saúde da família, consultório na rua. Quando Emanuel Pinheiro deixar a prefeitura e olharem pelo retrovisor, vão dizer ‘Volta, Emanuel’ porque está fazendo falta”, disse.
Desde 2017, a Prefeitura de Cuiabá foi alvo de mais de 20 operações policiais, a maioria na Secretaria de Saúde. Secretários e adjuntos são investigados, alguns também foram presos, por suspeita de corrupção, com desvio de dinheiro.
A mais recente ocorreu nesta semana. A Polícia Civil deflagrou a Operação Oráculo para investigar supostos pagamentos da Empresa Cuiabana de Saúde Pública a uma empresa de tecnologia, cujos serviços não teriam sido prestados.




