O ex-secretário de Políticas Agrícolas do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) Neri Geller disse estar chateado com o ministro Carlos Fávaro por sua exoneração. Ele disse que a demissão não foi um pedido do presidente Lula, o que colocaria a decisão totalmente nas mãos de Fávaro.
Geller foi ouvido hoje (18) pela manhã pela Frente Parlamentar de Agricultura da Câmara dos Deputados e voltou a dizer que o fracasso do leilão de arroz foi um equívoco político. Não teria havia má-fé dos envolvimentos no processo.
Na semana passada, Geller disse que as pessoas que escolheram fazer o leilão teriam ignorado orientações técnicas sobre o preço e a real situação de abastecimento do cereal no país. A falha ainda teria envolvido “ego exacerbado” das mesmas pessoas.
O ex-secretário disse ainda que teria sido um bode expiatório da situação. Hoje, ele foi um pouco mais adiante com a metáfora e sugeriu que as falhas também teriam custado o seu emprego na Secretaria de Políticas Agrícolas.
“É legítimo da parte do governo me afastar, mas desde o primeiro momento em que conversei com Fávaro eu disse como foram as coisas. Eu não saí a pedido [de Lula], não devia… Poderia ter me afastado para esclarecer todos os pontos” disse Geller.
Neri Geller perdeu o cargo na semana passada por suspeita de que o leilão de 200 toneladas de arroz teria sido direcionado para uma empresa no nome de seu filho e de um ex-funcionário.




