Crônicas Policiais

Policial de MT mata jovem em bar de GO, alega legítima defesa e se entrega em batalhão

Gabriel Areba - assassinato policial militar
Foto de Karina Cabral
Karina Cabral

Um policial militar lotado no 5º Comando Regional, em Barra do Garças (520 km de Cuiabá), está detido acusado de matar um jovem de 24 anos, identificado como Gabriel Areba Almeida, em um bar de Aragarças (GO), na noite de ontem (5).

Logo após o homicídio, o policial, que é soldado da PM, se apresentou em um batalhão da Polícia Militar de Barra do Garças e afirmou que havia atirado em legítima defesa, pois teria sido alvejado primeiro e só então revidado.

“Assim que aconteceu a situação, ele deslocou para o 5º Comando Regional, procurou o oficial do dia e se apresentou”, disse a tenente-coronel Andreia Vital Costa, comandante adjunta do 5º CR.

A motivação da briga, que ocorreu em Aragarças, não foi divulgada. Gabriel tinha várias passagens pela polícia, como por tráfico de drogas, receptação e lesão corporal.

Logo depois do fato, quando o soldado já havia se entregado, um grupo alvejou as instalações da Polícia Militar de Aragarças. Segundo a Assessoria do 5º Comando Regional, o atentado seria em represália à morte de Gabriel. A suspeita é que os tiros tenham sido realizados por uma facção criminosa.

“Uma situação inadmissível. Não é porque é o Estado de Goiás que não vamos nos posicionar. A Polícia de Mato Grosso está vindo com reforço, tanto dos comandos regionais daqui, quanto de Cuiabá, porque o que aconteceu ontem no batalhão de Aragargas é inadmissível e vai ser respondido à altura pelas autoridades policiais da nossa região”, afirmou a tenente-coronel.

Por segurança, o policial militar ficou detido em Barra do Garças ontem (5) e somente está sendo levado para Aragarças hoje (6).

“Ele iria ser apresentado em Aragarças ontem mesmo, até porque ele alega que foi legitima defesa. No entanto, em virtude das situações que ocorreram, foi conversado com o delegado e as autoridades de Aragarças, e ficou de apresentar ele hoje.  Em momento algum ele fugiu da responsabilidade dele, ele se apresentou, falou a versão dele e as providências dessa situação estão sendo tomadas”, relatou a comandante adjunta.

A Polícia Judiciária Civil de Goiás irá investigar o caso. E a Polícia Militar de Mato Grosso irá instaurar um procedimento interno.

“Vai ser investigado. A Polícia Civil de Aragarças com certeza vai investigar. Ele tem a versão de que reagiu porque primeiro atiraram nele, é a versão que ele nos apresentou. Isso tudo vai ser investigado pelas autoridades competentes”, disse a tenente-coronel Andreia.

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