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Cesta básica volta a apresentar aumento de preço na primeira semana de maio em Cuiabá

cesta básica
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Redação

Depois de duas semanas consecutivas de queda no preço da cesta básica, o Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) averiguou, na primeira semana de maio, uma alta de 0,54% no custo do mantimento apurado em Cuiabá, que chegou a R$ 754,61 na média. A alta está atrelada, principalmente, às variações positivas nos preços do tomate, da batata e do café

Apesar do aumento no índice, o resultado atual segue – pela segunda semana consecutiva – abaixo do verificado no mesmo período do ano passado, quando apresentava um valor médio de R$ 779,55. A diferença para menos é de -3,20%.

O presidente do Sistema Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior, ressalta os alimentos que contribuíram para a redução de preço da cesta na variação anual.

“O feijão, a farinha e o óleo se destacam pelas variações negativas de preço, em -17,56%, -12,36% e -11,70%, respectivamente. São itens que vão na contramão dos que apontaram avanço, como o arroz (18,93%), o açúcar (7,09%) e a batata, (3,85%)”.

Wenceslau Júnior conclui, ainda, que “isso colabora para que, no longo prazo, não seja mantida uma trajetória de crescimento, mas também aponta como as variações dos alimentos em queda nesta comparação se mostram em maior grau dos que apontaram avanço”.

No comparativo semanal, o item da cesta básica que apresentou maior variação de preço foi o tomate, com alta de 5,17%, chegando a custar R$ 8,69/kg. O aumento pode estar relacionado à diminuição das colheitas em período final da safra de verão, o que restringiu a oferta da fruta no período. Em relação ao ano passado, apesar do aumento semanal, o valor atual está 5,79% menor.

No caso do café em pó, que também apresentou uma variação percentual de 4,24% para mais e alcançou o valor médio de R$ 16,43/500g, esse aumento foi provocado pela diminuição da oferta do produto. As razões, segundo análise do IPF-MT, podem estar nas condições climáticas das regiões produtoras e uma demanda estável, o que pode ter contribuído para a elevação dos preços.

Em seu segundo crescimento consecutivo, dessa vez de 2,80% e passando a custar R$ 7,02/kg na média, a batata também pode estar sofrendo com as restrições de oferta no período, causada por questões climáticas, que diminuíram a colheita e a qualidade do tubérculo.

O superintendente da Fecomércio-MT, Igor Cunha, também reforça a necessidade de se acompanhar as variações de preço do mantimento na capital. “Ainda há destaque para o hortifruti nas maiores variações nessa semana, porém, o café também apresentou crescimento expressivo, o que reforça a importância das avaliações de cada alimento para compreender as tendências da cesta básica como um todo na Capital”.

(Com Assessoria)

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